Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Baiana diz ter sofrido racismo de turista e tira roupa para mostrar que não pegou carteira
Preconceito

Baiana diz ter sofrido racismo de turista e tira roupa para mostrar que não pegou carteira

A carteira foi encontrada em uma das lojas que a argentina visitou durante o passeio.

Publicado em 02 de Abril de 2025 às 09:53

Agência FolhaPress

Publicado em 

02 abr 2025 às 09:53
Baiana diz ter sofrido racismo de turista e tira roupa para mostrar que não pegou carteira
Baiana diz ter sofrido racismo de turista e tirou a roupa para mostrar que não pegou carteira Crédito: Reprodução
Uma baiana de receptivo, profissional que usa trajes típicos para receber visitantes na Bahia, diz ter sido acusada de furto por uma turista argentina na última sexta-feira (28), na Praia do Forte, na cidade de Mata de São João. Ela entrou em uma loja e tirou toda a roupa que vestia para provar que não teria cometido o crime.
À reportagem, Jucione Costa Silva, 48, afirma que foi vítima de racismo e que não consegue trabalhar desde então. Segundo ela, a turista e o marido pediram para tirar fotos com ela, que cobra R$ 25 pelo serviço. Ao procurar a carteira para realizar o pagamento, a mulher não encontrou o item na bolsa e, em seguida, teria acusado a baiana de furto. Procurada, a Polícia Civil da Bahia informou que foi lavrado um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) contra uma mulher de 53 anos, sob suspeita de calúnia.
"Quando ela não achou a carteira, o marido perguntou se ela não tinha esquecido numa das lojas. Ela foi lá, não achou, e já voltou louca, dizendo que eu tinha pegado a carteira dela. Começou a gritar, dizendo que eu era 'ladrona', pedindo para ninguém tirar foto comigo, que eu tinha roubado a carteira dela. Eu fiquei muito assustada e entrei na loja, tirei toda a roupa e ainda assim ela disse que eu tinha escondido a carteira dentro do meu macaquinho. Fui para outro canto e fiquei só de calcinha e sutiã, para ela ver que eu realmente não tinha pegado a carteira dela", contou Jucione.
Ao ver que a baiana de receptivo não estava com a carteira, a mulher teria saído da loja. Foi nesse momento que Jucione pediu socorro e para que chamassem a polícia. A carteira, acrescenta, foi encontrada em uma das lojas que a argentina visitou durante o passeio.
"É mais um episódio em que nós, negros trabalhadores, passamos no dia a dia. Eu chamei a polícia e pedi para segurarem ela porque não eu iria sair de 'ladrona', sendo que ela achou a carteira na loja. Na delegacia, eles [o casal] me ofereceram uma propina de R$ 250 para esquecer o assunto. Depois, me pediram para falar por telefone com um amigo deles, brasileiro, também querendo que eu deixasse para lá, e eu disse que não faria isso."
Jucione afirma que ficou traumatizada e, por isso, não voltou a trabalhar. "Eu estou bem abatida. Estou sem dinheiro, porque a vida só funciona se a gente trabalhar. E o que eu quero agora é justiça", ressaltou.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Banco que ainda resiste na Praça São Pedro, em Baixo Guandu
Cidade do ES perde sua 2ª agência bancária em seis meses
Imagem de destaque
Mulher se refugia em hospital para escapar de agressões e marido é preso no ES
Imagem de destaque
4 petiscos práticos e deliciosos para o feriado

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados