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Vacinação infantil

Área técnica da Anvisa recomenda uso de Coronavac na faixa de 6 a 17 anos

A aprovação ou não do imunizante para esta faixa etária ainda depende de votação da Diretoria Colegiada do órgão, que ainda está em andamento

Publicado em 20 de Janeiro de 2022 às 12:32

Agência FolhaPress

Publicado em 

20 jan 2022 às 12:32
A área técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sugeriu que a vacina Coronavac deve ser utilizada em crianças de 6 a 17 anos. A aprovação ou não do imunizante para esta faixa etária ainda depende de votação da Diretoria Colegiada do órgão, que ainda está em andamento.
O pedido do Instituto Butantan era para crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. No entanto a área técnica entendeu que não existe dados suficientes para reduzir a vacinação até essa faixa etária. A avaliação também veta o uso do imunizante em crianças imunocomprometidas.
O gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, que fez a apresentação da área técnica antes da votação, explicou que a ampliação da faixa etária para 3 a 5 anos poderá ser feita quando houver mais dados disponíveis.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), e Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) apoiam a autorização e extensão do uso da vacina Coronavac para crianças de 6 a 17 anos.
Um dos estudos usados para a análise foi da vacinação no Chile, que tem resultado preliminar de efetividade na população de 6 a 16 anos. As evidências científicas disponíveis sugerem que há benefícios e segurança para utilização da vacina na população pediátrica.
A sugestão da área técnica é que a dose em crianças seja a mesma aplicada em crianças com intervalo de 28 dias.
"São os dados que temos maior informação [6 a 17 anos] e maior sugestão de desempenho. São os dados do Chile, de efetividade do Chile. Isso também é corroborado com os pareceres das sociedades médicas. E não imunocomprometidas porque essas crianças precisam de uma atenção especial, principalmente no que diz respeito a eficácia. A sugestão é que sejam vacinas crianças de 6 a 17 anos até que haja a apresentação de novos dados para subsidiar a ampliação da faixa etária", disse Mendes.
O pedido é o segundo feito pelo Instituto Butantan para aplicar Coronavac em crianças e adolescentes. O primeiro, apresentado em julho, foi avaliado pela agência reguladora e negado por causa da limitação de dados dos estudos apresentados.
O Ministério da Saúde avalia usar a Coronavac em crianças. Como a vacina é do mesmo modelo aplicado em adultos, estados já se planejam para destinar doses estocadas ao público mais jovem.
O governo de São Paulo já reservou 12 milhões de doses de Coronavac para o uso em crianças.
A vantagem da Coronavac é a disponibilidade de doses, devido ao fato de que o imunizante parou de ser usado pelo governo federal.
O imunizante fabricado pelo Instituto Butantan está autorizada para uso emergencial no Brasil desde o dia 17 de janeiro de 2021 para pessoas a partir de 18 anos.
A Anvisa autorizou em 16 de dezembro o uso da vacina da Pfizer para imunizar crianças de 5 a 11 anos. O imunizante já era aprovado para as outras faixas etárias.
O Ministério da Saúde anunciou em 5 de janeiro que crianças de 5 a 11 anos receberão a vacina da Pfizer para a Covid-19 sem a necessidade de apresentação de prescrição médica.
A campanha de vacinação das crianças foi aberta na última sexta-feira (14) em São Paulo. O primeiro imunizado foi Davi Seremramiwe Xavante, um menino indígena de 8 anos.
A vacinação de crianças e adolescentes é tema sensível no governo Jair Bolsonaro (PL), pois o mandatário distorce dados e desestimula a imunização dos mais jovens. Ele chegou a ameaçar expor nomes de servidores da Anvisa que aprovaram o uso de vacinas da Pfizer em crianças.
A previsão é que a pasta receba até março ao menos 30 milhões de doses pediátricas da Pfizer contra a Covid-19, suficientes para imunizar parte da população de crianças de 5 a 11 anos.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que, em 2021, havia 20,4 milhões de pessoas de 5 a 11 anos. No entanto, a vacina é aplicada em duas doses.

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