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Pronunciamento

Após juíza proibir Globo de exibir caso Queiroz, ABI compara decisão à ditadura

Associação Brasileira de Imprensa afirma que 'parece estar se tornando praxe no país a censura à imprensa, tal como existia no tempo da ditadura militar e do AI-5'

Publicado em 05 de Setembro de 2020 às 18:37

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 set 2020 às 18:37
Data: 30/08/2019 - Fabricio Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro, filho do presidente - Editoria: Política -
Fabricio Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, filho do presidente Crédito: Reprodução de TV
A Associação Brasileira de Imprensa soltou nota neste sábado (5), para repudiar a decisão da juíza Cristina Serra Feijó, da 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, que proibiu a TV Globo de veicular documentos da investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). O filho '01' do presidente Jair Bolsonaro está prestes a ser denunciado no âmbito do processo sobre as chamadas 'rachadinhas' de quando era deputado estadual.
"Parece estar se tornando praxe no país a censura à imprensa, tal como existia no tempo da ditadura militar e do AI-5", diz a ABI. "É mais um atropelo à liberdade de expressão. É urgente que o STF restabeleça o império de lei."
A associação, cuja sede é no Rio, aproveitou para endossar a pergunta que viralizou nas redes sociais depois que Bolsonaro atacou um repórter que lhe perguntou sobre os cheques de Fabrício Queiroz, suposto operador do esquema de Flávio. A nota é assinada pelo presidente da ABI, Paulo Jeronimo.
"A propósito, sabe-se que os recursos da chamada 'rachadinha' alimentaram vultosos depósitos na conta da primeira-dama. Por isso, cabe mais uma vez a pergunta, ainda não respondida pelo presidente da República: Afinal, por que Fabrício Queiroz depositou R$ 89 mil na conta bancária de Michele Bolsonaro?"
A decisão já havia sido criticada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) na noite desta sexta (4). "Qualquer tipo de censura é terminantemente vedada pela Constituição e, além de atentar contra a liberdade de imprensa, cerceia o direito da sociedade de ser livremente informada. Isso é ainda mais grave quando se tratam de informações de evidente interesse público", apontou a entidade.

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