Publicado em 9 de novembro de 2021 às 17:59
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um novo comunicado alertando a população para a tentativa de golpes usando o nome da agência reguladora. É o quarto comunicado em menos de dois anos para chamar a atenção e evitar que internautas sejam ludibriados por pessoas que se fazem passar por servidores da Anvisa. >
Dessa vez, a agência informa ter recebido reclamações de usuários que alegam ter recebido e-mails de diferentes remetentes, sempre terminados em centralanvisa.gov.br. As mensagens davam conta de que uma notificação relativa a um determinado processo judicial envolvendo o destinatário do e-mail tinha sido publicada no Diário Oficial da União.>
Tudo não passa de uma fraude, montada para levar internautas incautos a clicarem em um link ou abrir um arquivo anexo. Além dos endereços de e-mails terminados em centralanvisa.gov.br não pertencerem à agência, o órgão disse que não notifica a nenhuma pessoa ou empresa por e-mail, ligação telefônica, mensagem de texto (SMS, WhatsApp ou outro serviço de mensagem instantânea), nem tampouco por mensagens de áudio.>
“A única exceção é para casos de pedidos de informação feitos nos canais oficiais de atendimento da Anvisa, cujas respostas são enviadas pelo endereço [email protected], diretamente para o e-mail do solicitante”, esclarece a agência no comunicado, orientando quem ainda tenha alguma dúvida a entrar em contato com a Central de Atendimentos pelo telefone 0800-642-9782.>
>
No início de julho, a Anvisa já tinha alertado os cidadãos e as empresas cuja atuação ela regulamenta para que ficassem atentos à tentativa de fraudes cometidas por golpistas que estariam se apresentando como servidores do órgão – na maioria das vezes, como representantes da Gerência de Produtos de Higiene, Perfumes, Cosméticos e Saneantes – e solicitando pagamentos para regularizar produtos e serviços.>
Em agosto de 2020, o alerta foi motivado por denúncias feitas por pessoas de diferentes localidades, contatadas por um grupo de estelionatários que, aparentemente, se informavam, pelo Diário Oficial da União, a respeito de processos administrativos de regularização de produtos e serviços indeferidos pela Anvisa. Os criminosos então procuravam os responsáveis pelas empresas e, passando-se por servidores da agência, se ofereciam para reverter as decisões caso fossem pagos para fazer isto. O dinheiro exigido pelos criminosos deveria ser depositado em uma conta-corrente.>
Em janeiro do ano passado, a tentativa de fraude usando o nome da Anvisa também envolveu pedidos de pagamentos para que pendências fossem resolvidas e, assim, mercadorias importadas retidas fossem liberadas. Na ocasião, os criminosos orientavam as vítimas a fazer os pagamentos por meio de depósito ou boleto bancário, formas não utilizadas pela Anvisa, que só recebe suas taxas por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU).>
“Em todas essas situações, é comum os golpistas utilizarem formas de comunicação não praticadas pela Anvisa, como ligação telefônica, mensagem de texto de celular, WhatsApp e e-mail não oficial, entre outros. Esses meios diferem dos procedimentos oficiais utilizados para comunicar, notificar ou requerer quaisquer documentos ou efetuar cobrança de valores de regularização de produtos e serviços”, enfatiza a agência.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta