Pedro Affonso/Folhapress
Um adolescente de 17 anos foi apreendido na manhã desta terça-feira (19) por suspeita de envolvimento com a morte da guarda civil metropolitana Sara Andrade dos Reis, 34, baleada na Rodovia dos Imigrantes em 19 de abril.
Suspeita é de que adolescente tenha pilotado a moto usada no crime contra Sara. Ele foi levado à sede do Deic, na zona norte de São Paulo, na manhã desta terça-feira (19), após cumprimento de mandado de prisão.
Apreensão do adolescente acontece quase duas semanas após outros dois suspeitos de envolvimento com crime serem presos. Eles teriam ameaçado moradores da região para não denunciar o caso. Na ocasião, a arma da vítima foi recuperada pela polícia.
Nome do adolescente apreendido não foi divulgado pela polícia. Ele foi levado à delegacia acompanhado da família, mas não há informações sobre se ele é representado por advogados.
Relembre o caso
Sara morreu na Rodovia dos Imigrantes, na altura da alça de acesso ao Viaduto Matheus Torloni, na região da Saúde, bairro da zona sul de São Paulo. A Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender o que parecia ser um acidente de trânsito. Ao chegar ao local, os agentes encontraram a guarda morta no asfalto, atingida por pelo menos dois tiros.
A guarda tinha saído de casa, em Diadema, no ABC Paulista, e seguia para o trabalho. Ela estava na corporação há três anos. Sara era GCM de 3ª classe e integrante da IR-JA (Inspetoria Regional Jabaquara), segundo a instituição.
Um dos suspeitos foi reconhecido por uma vítima que foi assaltada pouco antes do assassinato da GCM. Segundo as testemunhas, o suspeito voltou à cena do crime se identificando como membro do crime organizado e ameaçando moradores após o ocorrido.
Polícia acredita que Sara foi baleada apenas pela suspeita dos criminosos de que ela fosse policial. "Ele viu que ela estava armada, que podia ser policial, então decretou a sentença de morte dela ali, porque ela trabalhava no combate ao crime", disse o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, após as prisões.
Quem era a GCM
Nascida em 20 de dezembro de 1991, ela entrou na guarda em 3 de fevereiro de 2023. Ao longo da carreira, dedicou-se "com compromisso, responsabilidade e espírito público ao serviço da segurança urbana e à proteção da população paulistana", diz nota da corporação.
Grupo publicou nota de pesar após o assassinato. "A Instituição se solidariza com familiares, amigos e companheiros de trabalho, expressando sinceras condolências e reconhecimento pela relevante contribuição prestada à Guarda Civil Metropolitana."