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A China também depende de nós, diz general Heleno em palestra

A declaração se dá em meio a embargo chinês à importação de carne bovina brasileira, determinado no início de setembro e que não foi revogado até o momento

Publicado em 23/11/2021 às 16h03
General Augusto Heleno
General Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Crédito: Marcos Corrêa/PR

 Em seminário organizado pelo instituto do ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas na sexta-feira (19), o general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, disse que a China depende do Brasil assim como o Brasil depende dela.

A declaração se dá em meio a embargo chinês à importação de carne bovina brasileira, determinado no início de setembro e que não foi revogado até o momento. Se o ano terminar sem que a barreira seja levantada, a pecuária brasileira poderá perder até R$ 10 bilhões em negócios.

"A aproximação na área econômica é necessária para a China e para o Brasil. Alguns dizem 'somos extremamente dependentes da China'. Somos dependentes da China porque temos grandes trocas comerciais com a China. E são trocas comerciais. Eles também dependem de nós", disse.

Heleno exibiu um slide com uma caricatura de um chinês para falar do país oriental. O governo Jair Bolsonaro acumulou incidentes diplomáticos com os chineses ao longo dos últimos, o que tem sido colocado por lideranças ruralistas como possível fator de influência sobre o prolongamento do embargo.

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Ainda que os ataques tenham reduzido recentemente, o presidente e seus aliados já atribuíram a criação da Covid à China, por exemplo. Em maio, Bolsonaro sugeriu que a China faz guerra biológica com o coronavírus.

Em outro episódio, Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, tentou ridicularizar o sotaque dos chineses em publicações nas redes sociais.

O governo federal ensaiou em diversos momentos oferecer restrições aos fabricantes chineses de equipamentos como a Huawei no leilão do 5G.

Em sua palestra da sexta-feira (19), Heleno disse, no sentido contrário, que "é preciso haver consciencia plena de que [nas relações internacionais] a inspiração ideológica vai para segundo plano. Os interesses nacionais ficam acima dessa interpretação ideológica".

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