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Ferramenta de Estado

Apoiador sugere educação implantada por Hitler, e Bolsonaro não o reprime

O presidente afirmou que gostaria de "uma educação moral e cívica nas escolas" e que não consegue porque há ministérios que são "transatlânticos"

Publicado em 23 de Novembro de 2021 às 15:31

Agência FolhaPress

Publicado em 

23 nov 2021 às 15:31
O presidente Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro Crédito: Alan Santos/PR
 Um apoiador citou o ditador da Alemanha nazista Adolf Hitler como exemplo para educação infantil, durante conversa com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no Palácio da Alvorada, em Brasília, na manhã desta terça-feira (23).
Bolsonaro não refutou a ideia de seu apoiador, nem o reprimiu pela sugestão. Na resposta, afirmou que gostaria de "uma educação moral e cívica nas escolas" e que não consegue porque há ministérios que são "transatlânticos".
"A gente via que Hitler trabalhava muito com as crianças. Nosso Ministério da Educação já poderia estar fazendo também um trabalho com as crianças para voltar à conscientização?", pergunta o apoiador, que não aparece nas imagens.
Na sequência, o presidente responde: "Você não consegue... Tem ministério que é um transatlântico. Não dá para dar um cavalo de pau. Eu gostaria de imediatamente botar educação moral e cívica, um montão de coisas lá, coisas que são boas. Eu ouvi outro dia, tive o saco de ouvir, uns 10 minutos, duas mulheres... Podiam ser dois homens...mas que não sabiam nada. Elas não sabiam nem o que era Poder Executivo. Coisas absurdas que são comuns.".
A educação da infância e juventude foi usada como uma ferramenta de Estado, na Alemanha nazista, para gravar no cérebro de crianças e adolescentes o orgulho de pertencer à raça ariana, bem como a obediência e a fidelidade a Hitler.
Adotando uma teoria de cunho racista, o Führer dizia que o povo alemão era descendente da raça ariana, destinada a empreender a construção de uma nação forte e próspera. Para isso deveriam vetar a diversidade étnica em seu território, que perderia suas forças produtivas para raças descomprometidas com os arianos.
A radicalização do antissemitismo oficial forçou mais da metade da população judaico-alemã a deixar o país, à procura de exílio.
Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, restavam apenas 250 mil judeus na Alemanha, menos de 0,5% da população total. Com a Guerra, tanto esses quanto os judeus dos países ocupados por Hitler foram enviados para os campos de extermínio, o que resultou no holocausto --o massacre de 6 milhões de pessoas.
Nascido em 1889, na cidade austríaca de Braunau, Alta Áustria, Adolf Hitler foi o líder do nazismo e ditador da Alemanha entre 1933 e 1945.
Ele abraçou o antissemitismo e o extremismo de direita durante sua juventude e tornou-se um dos expoentes mais expressivos dessas ideologias na Alemanha da década de 1920.
Assumiu o controle do Partido Nazista e ascendeu ao poder alemão em 1933. Desenvolvendo uma propaganda agressiva e eficiente, administrada por Joseph Goebbels, o Partido Nazista se infiltrou em toda a sociedade alemã e controlou a imprensa, a rádio, o teatro, o cinema, a literatura e as artes. Conseguiu incutir na mentalidade do povo a visão de mundo nazista e a devoção incondicional ao Führer.

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