Liderar uma cidade exige mais do que administrar. Exige visão, experiência, capacidade de antecipar movimentos, definir rumos, dar autonomia às equipes e transformar diretrizes em resultados.
A afirmação de que “é preciso fazer concessões” tornou-se automática. Em Vitória, invertemos essa lógica: a pergunta não é apenas o que podemos conceder, mas o que queremos produzir para a cidade.
Um ativo público bem estruturado pode gerar investimento, turismo, empregos, serviços e valorização urbana. É com esse propósito que Vitória inicia um novo momento com o Centro Náutico da Guarderia e o Polo Gastronômico da Orla do Canal de Camburi.
O Centro Náutico terá 1.400 m² de terreno, 1.025 m² de área construída e capacidade para cerca de 610 embarcações e equipamentos náuticos, fortalecendo economia náutica, lazer e turismo.
No Polo Gastronômico, serão cinco operações entre Praia do Canto, Rua Moacir Strauch e Jardim da Penha, com espaços superiores a 400 m², entre térreo e rooftop. A proposta é criar um destino de experiências, integrando gastronomia, turismo, cultura, economia criativa e serviços.
Os editais vão além da proposta financeira e consideram capacidade técnica, experiência, conceito, plano de negócios, investimento, aderência ao Polo e sustentabilidade.
Queremos operadores capazes de investir e inovar. O modelo tradicional evolui para um ativo público com estratégia de desenvolvimento econômico e governança. O imóvel deixa de ser o centro e dá lugar ao ecossistema econômico desenvolvido a partir dele.
O município organiza território, infraestrutura, regras e resultados. O setor privado agrega investimento, conhecimento, inovação e operação. Não se trata de transferir ao privado a responsabilidade de pensar a cidade, mas de unir competências.
Liderar é saber aonde se quer chegar, escolher instrumentos adequados e criar condições para a estrutura pública fazer diferente. A concessão deixa de ser finalidade administrativa e passa a ser instrumento de desenvolvimento econômico.
Mais do que novas concessões, consolidamos uma nova cultura de gestão: menos ocupação e mais ativação; menos patrimônio parado e mais ativos gerando valor; menos contratos passivos e mais governança; menos discurso e mais instrumentos concretos para o desenvolvimento.