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Gustavo Genelhu

Artigo de Opinião

Coronavírus

Idosos na pandemia do coronavírus: desrespeito que desafia a vida

Pesquisa mostra que 30% dos idosos do Brasil não seguem à risca as medidas de isolamento social propostas pelas autoridades mundiais. Há uma preocupação com aqueles que ainda não entenderam a gravidade da situação
Gustavo Genelhu

Publicado em 29 de Junho de 2020 às 05:00

Publicado em 

29 jun 2020 às 05:00
Idosos estão no grupo de risco para o contágio da Covid-19
Idosos estão no grupo de risco para o contágio da Covid-19 Crédito: Pixabay
Se, por um lado, o isolamento social ainda é a forma mais eficaz de prevenção de contágio pelo coronavírus, por outro, ficar em casa tem sido um desafio para muitos. Mesmo quem integra o grupo de risco, como os idosos, oferece resistência em limitar suas liberdades individuais.
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental (IPRC), em parceria com a Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado, revelou que 30% dos idosos do Brasil não seguem à risca as medidas de isolamento social propostas pelas autoridades mundiais.
O lado bom é observar que 70% estão respeitando a quarentena, mas há uma preocupação com aqueles que ainda não entenderam a gravidade da situação.
As principais razões citadas para desrespeitar o isolamento são quatro: fazer compras, garantir a saúde mental, ir ao trabalho e risco aventura.
Sabemos que as compras de itens essenciais são necessárias, tanto que os estabelecimentos desses segmentos nunca pararam de funcionar, mas é uma atividade que pode ser feita por entregadores ou por vizinhos, amigos e parentes. Muitos têm se mobilizado nessa rede de solidariedade.
Outros 14% dos idosos não respeitam a quarentena justificam as “escapadas” para preservar a saúde mental. Não é fácil mudar a rotina, principalmente se isso requer privações de liberdades, mas é preciso vislumbrar um benefício muito maior que será alcançado se, nesse momento, abrirmos mão das atividades cotidianas. Com fé e cada um fazendo a sua parte, a vida pode voltar mais rápido à sua normalidade.
Quando a justificativa para não ficar em casa é a necessidade de trabalho, percebemos claramente um problema social que antecede a pandemia. Muitos idosos, ainda que aposentados, precisam seguir trabalhando para complementar a renda e sustentar a si mesmo e até a família.
O último motivo alegado pelos idosos que não respeitam o distanciamento social, talvez o mais perigoso, é o fato de não acreditarem que sair é arriscado. Um total de 10% afirma que sabe se cuidar na rua.
Infelizmente, alguns ainda acreditam que são imunes à Covid-19. Ninguém é, mas os idosos ainda são parte do grupo de risco com a maior taxa de letalidade.
Com esforço, cada um (família, amigos mais chegados) pode fazer a sua parte, seja estendendo a mão para as necessidades dos idosos, ou tirando tempo para uma conversa franca e amiga, afim de levar aos vovôs e vovós a informação correta e necessária para que todos possam atravessar esse deserto árido e desgastante, e chegar do outro lado tendo a vida como vencedora dessa batalha.
*O autor é médico geriatra
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