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Jorge Abikair Neto e Arthur Leal Abreu

Artigo de Opinião

Jorge é mestre em Direito e diretor-executivo da FDV. Arthur é doutorando em Direito e supervisor na FDV
Jorge Abikair Neto e Arthur Leal Abreu

Como formar advogados para um mundo em transformação

Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas, o futuro da advocacia dependerá menos das ferramentas disponíveis e mais da qualidade humana, da capacidade técnica e do compromisso ético
Jorge Abikair Neto e Arthur Leal Abreu
Jorge é mestre em Direito e diretor-executivo da FDV. Arthur é doutorando em Direito e supervisor na FDV

Publicado em 11 de Agosto de 2026 às 15:20

Publicado em 

11 ago 2026 às 15:20

No dia 11 de agosto, celebramos o Dia do Advogado e do Estudante, um momento propício para refletir sobre a educação jurídica e a formação de advogados no país. A advocacia permanece como uma das principais carreiras jurídicas, essencial à concretização dos direitos fundamentais, à gestão de conflitos e ao efetivo acesso à justiça. Apesar de sua importância indiscutível, a advocacia, por vezes, ainda precisa reafirmar seu papel institucional e a defesa de suas prerrogativas.

 

Em um país que concentra um dos maiores números de cursos de Direito do mundo e forma milhares de novos profissionais todos os anos, torna-se cada vez mais importante discutir não apenas quantos advogados estamos formando, mas, sobretudo, quais competências precisarão ser desenvolvidas para responder aos desafios do presente e do futuro.

 

Em uma realidade em que a inteligência artificial vem ganhando cada vez mais espaço, é imprescindível formar advogados capazes de dominar as ferramentas de IA, utilizando-as de forma estratégica. Afinal, a inteligência artificial tende a ampliar a produtividade, mas a qualidade da atuação profissional continuará dependendo de elementos humanos: pensamento crítico, criatividade, ética e sensibilidade diante dos conflitos.

IA e advocacia
IA e advocacia Pixabay

Mais do que utilizar ferramentas de IA, o advogado precisará ser capaz de interpretar situações complexas, formular estratégias, construir argumentos consistentes e tomar decisões responsáveis, diante das particularidades de cada caso a ele confiado.

 

Portanto, formar advogados exige muito mais do que preparar candidatos para o Exame da OAB, embora um projeto pedagógico consistente também se reflita, naturalmente, em excelentes resultados em indicadores e avaliações oficiais. 

 

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Para além disso, o verdadeiro compromisso da formação jurídica deve ser desenvolver raciocínio, argumentação, responsabilidade, capacidade de inovação e compreensão do papel social da profissão.

 

Compreender as transformações sociais, tecnológicas e do mercado é um passo necessário para formar profissionais tecnicamente preparados, eticamente comprometidos e conscientes do papel da advocacia na garantia de direitos e construção de uma sociedade mais justa. 


Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas, o futuro da advocacia dependerá menos das ferramentas disponíveis e mais da qualidade humana, da capacidade técnica e do compromisso ético dos profissionais que formamos hoje.

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