A BR 101 é mais do que uma rodovia: ela é a espinha dorsal logística do Espírito Santo e uma das mais importantes conexões do país. Ao atravessar o Estado de norte a sul, conectando municípios, polos industriais, áreas portuárias e regiões produtoras, essa via sustenta o fluxo de pessoas, mercadorias e oportunidades. Transformá-la em um grande canteiro de obras neste momento não é apenas uma escolha técnica. É uma decisão estratégica para o desenvolvimento capixaba.
Hoje, a Ecovias Capixaba conduz um dos maiores programas de investimentos em infraestrutura rodoviária do Estado. Apenas nas frentes atuais de duplicação, os aportes ultrapassam R$ 1 bilhão, com destaque para trechos estratégicos como Serra–Fundão, João Neiva–Ibiraçu e o eixo sul, entre Anchieta e Atílio Vivácqua. As frentes de obras simultâneas mobilizam cerca de 5.300 empregos diretos e indiretos em 87,9 quilômetros da rodovia em processo de duplicação.
A relevância da BR 101 é comprovada pelos números. Conforme mostra um estudo da Futura Inteligência, cerca de 90% do PIB do Espírito Santo está na área de influência desta via e aproximadamente 72% do comércio interestadual capixaba utiliza a BR 101, evidenciando seu papel central na economia regional e na consolidação do Estado como um hub logístico nacional.
Da mesma forma, os efeitos dos atuais e dos futuros investimentos na infraestrutura da rodovia também podem ser mensurados. O mesmo estudo aponta que as obras de duplicação têm potencial de gerar mais de R$ 7,3 bilhões de impacto no PIB do Espírito Santo durante o período das obras; mais de 109 mil empregos diretos, indiretos e induzidos ao longo de 24 anos; um montante de R$ 2,9 bilhões em remunerações para a população; e mais de R$ 519 milhões em impostos, incluindo cerca de R$ 222 milhões em ICMS. A cada R$ 100 investidos, R$ 114,25 serão gerados para o PIB estadual.
No trecho entre João Neiva e Ibiraçu, estão em andamento obras de duplicação ao longo de 9,8 km, com previsão de entrega em 2028 e investimento total de R$ 232 milhões. Já no trecho entre Serra e Fundão, a duplicação totaliza 15 km (sendo 5 km já entregues) e prevê investimentos de R$ 210 milhões. O subtrecho atualmente em execução, iniciado em fevereiro de 2026, concentra obras de movimentação de terra e drenagem, com conclusão prevista para 2027.
Também estão previstos investimentos estruturantes de grande relevância, com destaque para a implantação dos contornos urbanos de Fundão (11,4 km), que ainda será iniciada, e de Ibiraçu (4,2 km), cuja construção teve início em junho deste ano. Juntos, os contornos somam R$ 373 milhões em aportes.
Essas obras, com início previsto para 2026 e conclusão em 2029, têm potencial para gerar cerca de 2.600 empregos diretos e indiretos. Totalmente iluminados, os contornos irão reorganizar os fluxos urbanos e rodoviários, retirando o tráfego de longa distância das áreas urbanas e promovendo mais segurança viária e qualidade de vida para a população local.
Já no Sul, no trecho que liga Anchieta a Atílio Vivácqua, está em execução um robusto conjunto de obras, com 62,7 km de duplicação e investimento estimado em R$ 915 milhões, distribuídos em diferentes etapas com entregas previstas entre 2026 e 2030.
Essas obras fazem parte de um programa ainda mais amplo. O estudo econômico sobre a concessão estima mais de R$ 10,3 bilhões em investimentos totais, se somados Capex e Opex, ao longo do ciclo, com cerca de R$ 6,4 bilhões já mensurados em valor presente. Trata-se de um esforço contínuo, planejado e orientado por critérios técnicos rigorosos previstos no Programa de Exploração da Rodovia (PER).
Os desafios são grandes, especialmente ao executar obras em uma rodovia em operação, mas os benefícios são ainda maiores. Cada frente aberta hoje representa cidades mais conectadas, operações logísticas mais eficientes, deslocamentos mais confortáveis e seguros para os usuários e um Espírito Santo preparado para crescer nas próximas décadas.
Quando concluídas, as obras de ampliação da BR 101 deixarão um legado permanente: uma rodovia à altura do papel estratégico que desempenha, conectando regiões, impulsionando cadeias produtivas e sustentando o desenvolvimento econômico do Espírito Santo.