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Artigo

2018, o ano de amarguras, deve ser lembrado?

Neste ano, Lula se tornou réu e o STF aumentou os próprios salários, enquanto o povo ainda sofre com violência e pobreza

Publicado em 22 de Dezembro de 2018 às 19:51

Públicado em 

22 dez 2018 às 19:51

Colunista

Lula e Meu Malvado Favorito
Rômulo Augusto Penina*
O ano está chegando ao fim e uma versão de pensamentos, mentiras e sorrisos marcaram o mundo dos loucos que tem como presidente o americano Donald Trump. Recentemente, mais uma rodada de discussões traçou as “regras” do Acordo de Paris, firmado em 2015, no qual 195 países se comprometeram a limitar o aquecimento da Terra, no mesmo ano em que foi firmado, no Espírito Santo, acordo de obras para redução do pó preto. Enquanto isso, centenas de obras espalhados pelo país estão com problemas de atraso ou irregularidades... E teve tempo para um abraço simbólico de artistas ao Cais das Artes. Ele existe?!
Na política, ficou provado que lenha ruim também queima: Lula e Dilma se tornaram réus. Mas a grande notícia, a mais aguardada, ainda não saiu: eis que a Reforma da Previdência se aposentou. Enquanto isso, Dias Toffoli comemora o aumento dos salários dos ministros do STF. E os desempregados?”. O comunismo é assunto no Brasil? Só se for em Brasília!
Aos novos eleitos, aprendam uma lição do líder Barack Obama: “Porque será que as pessoas que ganham eleição mostram tanta raiva o tempo todo?”. Não existe crime ruim e sim político ruim. Mas o mundo não é justo, pois a verdade é uma palavra supervalorizada, difícil de se encontrar.
Neste 2018 também é possível relembrar momentos importantes, como os dez anos da elevação do Santuário de Santo Antônio à Basílica. Já a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), completou 50 anos em maio, enquanto a Rede Gazeta chegou aos 90. Mas há datas que não podem ser esquecidas, como o 18 de novembro, quando aconteceu o II Dia Mundial dos Pobres (eles são ricos de esperança), e o 20 de novembro, quando é celebrado o Dia da Consciência Negra (nada nos separa, somos todos iguais). Não esqueçamos dos 30 anos da Constituição (a odisseia de Ulysses Guimarães e a sobrevivência da nossa democracia).
Quando teremos a abolição da violência e da corrupção do nosso dia a dia? E os supermercados do Estado, que após nove anos voltaram a abrir aos domingos? As rodovias continuaram matando, e no Transcol também! Loucura é fechar o tradicional Mercado da Capixaba por deixaram ele chegar ao ponto de quase ruir. Fica aqui também uma homenagem ao novo presidente da OAB-ES, José Carlos Rizk Filho.
No Brasil, há 58,4 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza. Para todos eles, a oração de Santo Agostinho: “A esperança tem duas filhas queridas, a indignação e a coragem”.
*O autor é ex-reitor da Ufes

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