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Economia

Vendas de Natal superam expectativas, mas crescimento do ES é fraco

O PIB do Estado caiu 1,8% no 3° trimestre de 2019, comparado ao trimestre anterior. No acumulado do ano e também em relação ao mesmo período de 2018, o crescimento da economia capixaba foi nulo

Publicado em 23 de Dezembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

23 dez 2019 às 04:00
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos

Comércio na Avenida Expedito Garcia, em Campo Grande Crédito: Fernando Madeira
A força de vendas do Natal no Espírito Santo está superando expectativas dos próprios comerciantes. Shoppings fervilham. Lojas de rua nos bairros - principalmente Praia do Canto, Jardim da Penha, Jardim Camburi e Praia da Costa - registram grande demanda. Neste locais, a abundância de veículos com consumidores sequiosos engarra o trânsito constantemente. Tem sido assim nos últimos dias, e vai até amanhã, por conta dos retardatários. O movimento começa cedo, quando as lojas abrem, e segue ininterrupto até 9 ou 10 horas da noite. É a maior festa dos últimos anos, neste período. Faz lembrar tempos anteriores à recessão, iniciada em 2014.
Mas, por trás do ímpeto natalino, que é passageiro, há um passivo na economia capixaba que precisa ser recuperado - e isso não acontecerá da noite para o dia. Dados divulgados na semana passada pelo Instituto Jones dos Santos Neves mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado caiu 1,8% no terceiro trimestre de 2019, ante o trimestre anterior. No acumulado do ano e também em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento da economia capixaba foi nulo, ou seja, 0,0%. Outro viés de observação indica que nos últimos quatro trimestres comparados com os quatro trimestres imediatamente anteriores o PIB estadual avançou apenas 0,5%.
Esse quatro deixa claro que o ritmo da economia capixaba em 2019 está pior do que o da economia nacional - que se mostra acanhado. O PIB brasileiro cresceu 1% no acumulado do ano (até setembro), e também nos últimos quatro trimestres. Evoluiu 1,2% no cotejo com o mesmo trimestre de 2018 e 0,6% no terceiro trimestre em relação ao anterior. Com base nestes números, analistas estão melhorando as projeções para o PIB do país em 2020. Mas não parece ser o caso do Espírito Santo. Esse cenário contraria a tradição econômica do nosso Estado: crescer mais do que o PIB nacional.
A Carta de Conjuntura elaborada pelo Instituto Jones dos Santos Neves aponta fatores que neste ano estão atrapalhando a economia capixaba: oscilações dos preços das commodities que são a cara do Espírito Santo (petróleo, minério de ferro, celulose, café), taxa de câmbio (que tem encarecido as importações) e guerra comercial entre importantes compradores capixabas (China e Estados Unidos). Aliás, no terceiro trimestre, os Países Baixos assumiram a primeira posição entre os destinos das exportações que saíram pelo litoral capixaba. Compraram 49,13% do total embarcado. Antes, a liderança era dos Estados Unidos. Deveria ter citado o gargalos nos modais de transporte do Estado - rodovias e portos.
No acumulado do ano, até setembro, os indicadores da economia capixaba exibem resultados negativos nas indústrias extrativa (-17,2%) e de transformação. Em parte, esses impactos foram amenizados pela alta do comércio varejista ampliado (4,7%). As atividades de serviços se mantiveram praticamente estáveis (+0,15). Assim, repete-se a situação do ano passado: a retração da indústria retém o avanço do PIB e o desempenho positivo do varejo compensa, parcialmente. No setor rural, apesar da boa safra de café colhida neste ano, os baixos preços do produto - notadamente do conilon - reduziram o volume de dinheiro em dezenas de cidades.
O ambiente de negócios instalado no território capixaba é sadio. É bom. Realizaram-se importantes avanços estruturantes, como a criação do Fundo Soberano e do Fundo de Infraestrutura, também o equilíbrio das contas públicas, reconhecido pela Secretaria do Tesouro Nacional desde 2012. São diferenciais competitivos que conferem destaque ao Estado. Certamente, prevalecerão nas decisões de investimento em 2020, contribuindo para a expansão do PIB.

Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

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