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Semana Santa: 5 dicas práticas para incluir peixe na dieta

Para aproveitar tudo o que o alimento tem a oferecer, é preciso estar atento à escolha, ao preparo e à frequência no cardápio

Publicado em 30 de Março de 2026 às 18:13

Portal Edicase

Publicado em 

30 mar 2026 às 18:13
A escolha e o preparo do peixe são essenciais para aproveitar os seus nutrientes (Imagem: Stacey Green | Shutterstock)
A escolha e o preparo do peixe são essenciais para aproveitar os seus nutrientes Crédito: Imagem: Stacey Green | Shutterstock
Com a chegada da Semana Santa e da Páscoa, o consumo de peixes cresce nas mesas dos brasileiros. Além de fazer parte da tradição religiosa, o alimento se destaca pelos inúmeros benefícios à saúde. Rico em proteínas de alto valor biológico, ômega 3 e 6, vitaminas e minerais essenciais, como ferro, cálcio e fósforo, é um aliado importante da saúde.
“Incluir peixes regularmente na dieta traz benefícios como melhora da memória e da concentração, fortalecimento de ossos e dentes, prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes, osteoporose e até redução de processos inflamatórios”, destaca a nutricionista Nelly Aparecida Yoneyama, gerente de Operação Nutrição e Hotelaria Regional da Rede D’Or.
Para aproveitar tudo o que o alimento tem a oferecer, é preciso estar atento à escolha, ao preparo e à frequência no cardápio. Abaixo, confira 6 orientações práticas para consumir peixe de forma segura e saudável na Semana Santa!

1. Saiba escolher um bom peixe

Nelly Aparecida Yoneyama orienta sempre comprar o produto em locais de confiança, com boa refrigeração e higiene. “Observe a textura e o brilho da pele, que deve estar úmida, e as escamas precisam estar bem aderidas ao corpo. Os olhos do peixe fresco são brilhantes e salientes, e o cheiro não deve ser forte”, explica a nutricionista, que também atua no Hospital São Luiz Anália Franco, na zona Leste da capital paulista.
No caso dos filés, a cor deve ser intensa e sem odor forte. Para o peixe cru, atenção redobrada com a procedência — principalmente no caso de gestantes. Após a compra, o alimento deve ser mantido em temperatura adequada. Na geladeira, a conservação ideal é de até dois dias. Se não for consumido nesse período, o ideal é congelar. No freezer , pode durar até três meses, dependendo da espécie.

2. Prefira preparos mais leves

Embora a versão frita seja a favorita de muita gente, ela não é a mais indicada. “A fritura aumenta o valor calórico e, devido à alta temperatura, o peixe perde mais nutrientes”, alerta Nelly Aparecida Yoneyama. As melhores opções são assadas, cozidas, grelhadas ou até mesmo cruas — desde que com segurança. Preparações ensopadas e com molhos são bem-vindas, mas vale lembrar que elas também elevam o valor calórico da refeição.
O peixe pode fazer parte da rotina alimentar durante todo o ano (Imagem: Stockcreations | Shutterstock)
O peixe pode fazer parte da rotina alimentar durante todo o ano Crédito: Imagem: Stockcreations | Shutterstock

3. Consuma peixe o ano inteiro

O ideal, segundo a nutricionista, é manter o peixe no cardápio regularmente — e não só na Semana Santa. “A recomendação é consumir peixe de duas a três vezes por semana, de preferência em versões saudáveis “, orienta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo regular de peixes ricos em ômega 3 está associado à redução do risco de doenças cardíacas.

4. Varie no cardápio e economize

Há variadas opções de peixes para a Páscoa. “Peixes mais acessíveis, como atum e sardinha, são campeões em nutrientes e excelentes opções para o dia a dia”, afirma a nutricionista. Ela também explica que, para quem quiser investir, os peixes nobres como salmão, atum, linguado e bacalhau continuam sendo ótimas escolhas.

5. Atenção especial para alérgicos

O consumo de peixe é recomendado para todas as faixas etárias, com exceção de quem tem alergia . Vale lembrar que nem todo alérgico a peixe é alérgico a frutos do mar — e vice-versa. Em caso de dúvidas ou reações, o ideal é procurar orientação médica.
Por Samara Meni
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