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Vírus Sincicial Respiratório

Oito em cada dez gestantes não conhecem o vírus causador da pneumonia e bronquiolite

Pesquisa Ipec indica que as entrevistadas ou nunca ouviram falar ou não possuem conhecimentos sobre; VSR é o principal causador de infecções respiratórias em crianças e idosos

Publicado em 05 de Dezembro de 2024 às 12:33

Beatriz Heleodoro

Publicado em 

05 dez 2024 às 12:33
Bebês são mais sucessíveis a desfechos graves da infecção por vírus sincicial respiratório (VSR)
Bebês são mais sucessíveis a desfechos graves da infecção por vírus sincicial respiratório (VSR) Crédito: Shutterstock
Oito em cada dez mulheres grávidas no Brasil não conhecem ou nunca ouviram falar no Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por causar infecções de trato respiratório superior e inferior, como pneumonias e bronquiolites. Essa é uma das conclusões de uma pesquisa realizada pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), a pedido da farmacêutica Pfizer.
De 530 mulheres grávidas, 78% desconhecem o vírus, sendo que 36% já ouviram falar mas não possuem conhecimentos sobre e 42% nunca ouviram falar. As entrevistadas possuem entre 18 e 45 anos, são de todas as classes e regiões do Brasil e estão em diferentes períodos gestacionais.
Além da relação das gestantes brasileiras com a vacinação, o levantamento também investigou a percepção dessas mulheres quanto ao avanço do VSR. Até o dia 7 de novembro de 2024, de acordo com o levantamento, o vírus despontou como a causa confirmada mais frequente de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil.

Sintomas

Conforme explica a médica pediatra sanitarista Melissa Palmieri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) para a regional São Paulo, as infecções causadas pelo VSR costumam possuir sintomas similares ao de um resfriado comum. As manifestações clínicas dependem da faixa etária. Confira as mais frequentes:
  • Bebês: bronquiolite, pneumonia, apneia e infecção de trato respiratório superior
  • Crianças: infecção de trato respiratório superior, bronquite e exacerbação de asma
  • Adultos: congestão nasal, febre e tosse irritativa
  • Idosos: infecção no trato superior, bronquite, pneumonia e exacerbação de asma e de doenças cardiovasculares
"Nessas manifestações graves as maiores vítimas dos vírus são os bebês até 6 meses de vida que podem evoluir para óbito por não ter um sistema de defesa preparado para se defender contra a infecção"
Melissa Palmieri - Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) para a regional São Paulo
De acordo com especialistas, a vacinação pode preservar a saúde dos bebês
De acordo com especialistas, a vacinação pode preservar a saúde dos bebês Crédito: Shutterstock

Vacinação contra o VSR

A preocupação com o vírus costuma ocorrer durante certas épocas do ano devido ao aumento de casos. Cada região brasileira possui sua sazonalidade, mas a maioria dos registros é feita entre os meses de março e julho.
Em períodos de extremos climáticos, a sazonalidade da doença também podem sofrer alterações. "As mudanças climáticas podem alterar os ciclos típicos de surtos do vírus, exigindo ajustes nas estratégias de saúde pública", explica Melissa Palmieri.
Ainda que a sazonalidade seja um fator importante, a médica alerta para o risco de contágio das crianças até os primeiros dois anos de vida. A saída, para a especialista, é a vacinação. "A vacinação é uma medida crucial para prevenir complicações graves e mortes, pois pode proteger contra o vírus e reduzir a carga sobre o sistema de saúde", destaca.
O vírus sobrevive por até 90 minutos em luvas de látex, seis horas em superfícies duras e até 20 minutos na pele. Por isso, além da vacinação, a médica também alerta para outros cuidados que podem limitar a proliferação do VSR, como:
  • Higiene regular das mãos
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes
  • Limpeza de superfícies
"Para bebês, é particularmente importante minimizar a exposição a ambientes com alta concentração de pessoas e má ventilação durante picos sazonais", completa.

Consulta pública

Atualmente, o Calendário Nacional de Vacinação da Gestante inclui a proteção contra hepatite B, difteria, tétano e coqueluche. Todas as doses são disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 
O Ministério da Saúde está analisando a inclusão do imunizante Abrysvo no Calendário Nacional de Vacinação da Gestante pelo Plano Nacional de Imunizações (PNI). Desenvolvido pela Pfizer, a vacina é a única no Brasil aprovada para idosos e bebês, os grupos de risco mais vulneráveis às infecções. O imunizante já está disponível na rede privada. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) abriu uma consulta pública que está em vigor até o dia 9 de dezembro. 
A indicação da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBIm) recomenda que seja aplicada uma dose entre as semanas 32 e 36 de gestação, como forma de garantir os anticorpos ao bebê.
*A repórter viajou a convite da Pfizer Brasil

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