Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 17:29
O mau hálito, ou halitose, é um problema comum e nem sempre está relacionado à falta de higiene bucal. Embora escovação irregular e acúmulo de restos alimentares sejam causas comuns, parte dos casos tem origem em condições sistêmicas ou problemas de saúde mais complexos. >
O dentista e professor do curso de Odontologia da Unime Lauro de Freitas, Rildo Batista Freire, aponta que entre as causas não relacionadas à higiene estão doenças respiratórias, como sinusite e infecções na garganta, que produzem odores desagradáveis devido à presença de bactérias e secreções nessas regiões. Problemas gastrointestinais, incluindo refluxo ácido e gastrite, também podem contribuir, uma vez que alterações digestivas influenciam o odor do hálito. >
“Outros fatores incluem distúrbios metabólicos e doenças crônicas, como diabetes e insuficiência renal, que geram compostos químicos exalados pela respiração. O uso de certos medicamentos que reduzem a produção de saliva, tabagismo e ingestão frequente de álcool também podem intensificar a halitose, mesmo com cuidados adequados de escovação e fio dental”, explica. >
Os sinais de alerta para a halitose de origem não bucal incluem: >
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Nesses casos, é essencial procurar um profissional de saúde, seja dentista, otorrinolaringologista ou gastroenterologista, para investigar a causa subjacente e determinar o tratamento adequado. >
O tratamento da halitose é multiprofissional e depende da origem do problema. “Quando associada a doenças sistêmicas, controlar a condição principal geralmente reduz significativamente o mau hálito. Já medidas como hidratação adequada , higienização completa da língua e uso de enxaguantes bucais podem ser aliados enquanto se investiga a causa”, completa Rildo Batista Freire. >
Identificar a origem correta é o primeiro passo para o tratamento eficaz e para melhorar a qualidade de vida e a confiança social do paciente. Aqui estão algumas dicas práticas e eficazes para reduzir ou eliminar a halitose: >
Escove os dentes pelo menos três vezes ao dia e use fio dental diariamente para remover restos alimentares e placa bacteriana. Não esqueça da língua; muitas bactérias que causam mau hálito se acumulam na parte de trás da língua. Utilize um raspador lingual ou escova macia. Troque a escova de dentes a cada três meses ou quando as cerdas estiverem gastas. >
Beba água regularmente para evitar boca seca, que favorece a proliferação de bactérias. Goma de mascar sem açúcar ou balas de menta sem açúcar ajudam a estimular a produção de saliva. >
Evite excessos de alho, cebola, álcool e café, que podem intensificar o mau hálito. Inclua na rotina alimentos ricos em fibras, frutas e vegetais crus, que ajudam a limpar naturalmente os dentes e a boca. >
Evite fumar e reduza o consumo de álcool , pois eles ressecam a boca. Em casos de boca seca persistente, existem sprays e pastilhas salivares indicados por dentistas. >
Use enxaguantes conforme recomendação do dentista. Evite enxaguantes com álcool e com apenas aromatizantes, que mascaram o odor, mas não eliminam a causa. >
Faça consultas preventivas odontológicas a cada 6 meses para evitar cárie, gengivite, placa bacteriana e cálculo que podem favorecer halitose. Se o mau hálito persistir mesmo com higiene adequada, procure um cirurgião-dentista para começar a investigação e possíveis encaminhamentos. >
Por Camila Souza Crepaldi >
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