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Se cuida

Conheça as causas e os sintomas do diabetes tipo 1 e 2

Além da alimentação, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento dessas doenças
Portal Edicase

Publicado em 

16 jun 2025 às 16:59

Publicado em 16 de Junho de 2025 às 16:59

O diabetes é uma doença multifatorial que exige cuidados (Imagem: kamitana | Shutterstock)
O diabetes é uma doença multifatorial que exige cuidados Crédito: Imagem: kamitana | Shutterstock
O diabetes mellitus, popularmente associado ao consumo excessivo de açúcar, é uma condição que atinge mais de 20 milhões de pessoas no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. Além disso, a Federação Internacional de Diabetes aponta que o país ocupa o 6º lugar no mundo entre as nações com mais pessoas diabéticas.
Apesar dos números elevados, um a cada três indivíduos com a doença não sabem ter o problema. Ao contrário do que se costuma pensar, as causas dessa condição vão muito além do simples ato de comer doces, envolvendo uma complexa interação entre fatores genéticos, metabólicos e hábitos de vida, a depender do tipo de diabetes.
“A associação entre consumo de açúcar e diabetes existe, mas o quadro é mais complexo”, explica Jane Mary Guevara Martins, médica da área de endocrinologia do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS. Segundo ela, o diabetes é causado por um desequilíbrio na produção ou ação da insulina, hormônio responsável por regular a glicose no sangue.
“No tipo 1, há uma destruição autoimune das células produtoras de insulina. No tipo 2, o organismo desenvolve resistência à insulina . O excesso de açúcar pode contribuir indiretamente para o tipo 2, pois favorece o ganho de peso e a obesidade, um dos principais fatores de risco”, explica.

Principais tipos de diabetes

Conforme Jane Mary Guevara Martins, embora o consumo excessivo de açúcar possa contribuir para o desenvolvimento do diabetes tipo 2, a origem da doença é multifatorial, sendo importante entender o que caracteriza cada tipo. Abaixo, ela explica cada um:

Diabetes tipo 1

Geralmente diagnosticado na infância ou adolescência. “É uma doença autoimune em que o corpo ataca as células do pâncreas que produzem insulina”, explica a médica.

Diabetes tipo 2

De acordo com o Ministério da Saúde, 90% dos pacientes diabéticos no Brasil têm esse tipo, que é mais comum em adultos, mas com crescimento significativo entre os jovens. “O corpo se torna resistente à insulina e/ou há produção insuficiente”, diz Jane Mary Guevara Martins.

Diabetes gestacional

Ocorre durante a gravidez e, normalmente, desaparece após o parto. “Mas aumenta o risco da mãe e do bebê desenvolverem diabetes tipo 2 no futuro”, alerta.

Pré-diabetes

Quando os níveis de glicose no sangue estão acima do normal, mas ainda não atingem os patamares que caracterizam o diabetes tipo 1 ou tipo 2, temos uma condição conhecida como pré-diabetes. Esse quadro funciona como um sinal de alerta do organismo, geralmente associado a pessoas com obesidade, hipertensão e/ou alterações nos níveis de lipídios.

Fatores de risco para o diabetes tipo 2

Entre os fatores que mais contribuem para o surgimento do diabetes tipo 2 , a médica destaca aqueles que favorecem o ganho de peso e a resistência à insulina, tais como:
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Alimentação rica em ultraprocessados e carboidratos simples;
  • Histórico familiar;
  • Idade avançada;
  • Pressão alta e colesterol alterado;
  • Síndrome do ovário policístico, no caso das mulheres.
Diabetes tipo 2 também está relacionado aos hábitos de vida (Imagem: Andrey_Popov | ShutterStock)
Diabetes tipo 2 também está relacionado aos hábitos de vida Crédito: Imagem: Andrey_Popov | ShutterStock

Causas do diabetes

Diferentemente do tipo 2, o diabetes tipo 1 não está relacionado ao estilo de vida. “É uma condição autoimune e ainda não se sabe exatamente por que ocorre, mas fatores genéticos e ambientais, como infecções virais na infância, podem estar envolvidos”, explica Jane Mary Guevara Martins.
A predisposição hereditária também desempenha papel importante. “No tipo 1, há uma forte influência genética: quem tem pais ou irmãos com diabetes tem risco aumentado. Mas a genética sozinha não determina o surgimento, pois o estilo de vida tem papel decisivo”, diz a médica.
Quanto à alimentação, não são apenas os doces que representam risco. A médica alerta que “alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras trans, carboidratos refinados e sódio, como fast food , salgadinhos, refrigerantes e embutidos, são grandes contribuintes. Uma dieta pobre em fibras , frutas, verduras e grãos integrais também aumenta o risco”.
O estilo de vida moderno, marcado pelo estresse constante e noites mal dormidas, também impacta negativamente o risco de diabetes. “O estresse libera hormônios como o cortisol, que elevam a glicemia. A privação de sono também afeta a produção de insulina e aumenta a resistência à sua ação. Ambos contribuem para o desequilíbrio metabólico e aumento do risco de diabetes tipo 2”, destaca a profissional.

Sintomas que não devem ser ignorados

Segundo Jane Mary Guevara Martins, ficar atento aos sinais do organismo é fundamental para um diagnóstico precoce . Entre os sintomas característicos do diabetes, ela destaca:

Diabetes tipo 1

  • Sensação de fome intensa e recorrente;
  • Sede persistente;
  • Necessidade frequente de urinar ao longo do dia;
  • Emagrecimento sem causa aparente;
  • Sensação de fraqueza generalizada;
  • Cansaço excessivo;
  • Alterações no humor;
  • Episódios de enjoo e vômitos.

Diabetes tipo 2

  • Sensação frequente de fome;
  • Sede contínua;
  • Formigamento ou dormência nas extremidades, como pés e mãos;
  • Necessidade de urinar várias vezes ao dia;
  • Ocorrência repetida de infecções urinárias, cutâneas ou nos rins;
  • Feridas com cicatrização lenta;
  • Visão turva ou borrada.
“O diabetes tipo 2 pode ser silencioso por anos, então exames regulares são fundamentais”, alerta a médica.

Formas de prevenção do diabetes

A boa notícia é que o diabetes tipo 2 pode ser prevenido com mudanças no estilo de vida. A médica recomenda:
  • Manter o peso saudável;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Ter uma alimentação equilibrada, com base em alimentos naturais;
  • Dormir bem;
  • Controlar o estresse;
  • Evitar fumo e álcool em excesso.
“Além desses pontos, pessoas com risco elevado devem fazer acompanhamento médico e exames de rotina”, orienta.
Por Nayara Campos

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