Publicado em 13 de dezembro de 2024 às 12:44
O cuidado com a alimentação, aliado a outros hábitos saudáveis, como prática regular de atividade física, sono adequado, boa hidratação e manejo do estresse, é essencial para preservar a saúde física e mental. Uma alimentação equilibrada, em especial, fornece os nutrientes necessários para o funcionamento do corpo e do cérebro, contribuindo para o equilíbrio emocional e energético. >
De acordo com a International Stress Management no Brasil (ISMA-BR), o país é o 2º com mais trabalhadores estressados, chegando a mais de 72%. Por sua vez, a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), estima que aproximadamente 30% dos trabalhadores do Brasil sofrem com Burnout , síndrome psicológica relacionada ao estresse crônico no trabalho. Em 2022, a condição foi considerada um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS). >
Segundo Maria Cláudia Hauschild, nutricionista da BurnUp, plataforma de saúde mental e emocional, apesar de estar conceitualmente relacionado ao trabalho, o esgotamento pode surgir em outros contextos da vida, levando a sintomas como irritabilidade, mudanças de humor, cansaço extremo, alterações no padrão de sono, entre outros. Por isso, manter estratégias para organização da rotina diária pode ser importante para prevenir o Burnout . >
“Uma alimentação variada, com a oferta dos diferentes alimentos, oferece nutrientes benéficos à saúde física e mental, sendo uma aliada para evitar o Burnout. Vale lembrar que, quando pensamos em alimentação saudável e equilibrada, a variedade, tipo e quantidade de alimentos consumidos faz toda diferença, por isso é importante ter planejamento para que as escolhas alimentares sejam melhores”, explica Maria Cláudia Hauschild. >
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Para ajudar nessa organização da alimentação, evitar o desperdício de alimentos e ainda otimizar o tempo, a especialista da BurnUp cita 7 dicas para um planejamento alimentar contra o Burnout. Veja! >
Planeje todas as refeições , e não apenas o almoço e jantar, incluindo as que preparará em casa, as que vai pedir e, se possível, as idas a restaurantes. >
Evite o consumo de alimentos ultraprocessados como macarrão instantâneo, carnes processadas, refeições e sopas congeladas ricas em aditivos, bolachas recheadas, entre outros. >
Priorize alimentos in natura ou minimamente processados, como as frutas, legumes, verduras , grãos, sementes, carnes, ovos, leite. >
Busque compor as refeições com diferentes alimentos, possibilitando uma oferta mais variada de ingredientes e, consequentemente, nutrientes. >
Inclua na sua rotina os dias dedicados às compras no mercado. >
Caso não consiga fazer compras com maior frequência, planeje as refeições colocando nos primeiros dias os alimentos que estragam mais rápido como alface, rúcula, morango, banana, uva, melão. >
Use e abuse dos produtos disponíveis no mercado que podem facilitar seu dia a dia no preparo dos alimentos , como legumes e hortaliças já higienizadas, descascadas e até cortadas; carnes já limpas, cortadas e até já prontas, como frango e carnes desfiadas; legumes e verduras congelados; alimentos enlatados e/ou cozidos como tomate pelado, grão-de-bico, feijão e legumes. >
A nutricionista afirma que embora o Burnout seja uma síndrome complexa, uma alimentação saudável e equilibrada pode ser uma ferramenta essencial para lidar com os desafios desse estresse crônico. >
“O cuidado com a nutrição vai além de uma simples escolha alimentar, mas ele contribui para um corpo mais forte, uma mente mais saudável e uma vida mais equilibrada. A prevenção começa com pequenas mudanças que, somadas, podem transformar sua relação com a saúde física e mental”, finaliza. >
Por Maria Julia Cabral >
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