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Ressaca no fim do ano: 4 passos simples para evitá-la

Estratégias simples de nutrição e hidratação ajudam a aproveitar as celebrações sem comprometer o bem-estar

Publicado em 19 de Dezembro de 2025 às 13:04

Portal Edicase

Publicado em 

19 dez 2025 às 13:04
Celebrar com mais consciência ajuda o organismo a se recuperar melhor no dia seguinte (Imagem: Prostock-studio | Shutterstock)
Celebrar com mais consciência ajuda o organismo a se recuperar melhor no dia seguinte Crédito: Imagem: Prostock-studio | Shutterstock
Fim de ano costuma trazer uma agenda cheia, encontros que se estendem e noites mais longas do que o habitual. Para quem precisa acordar cedo, manter o foco e continuar produtivo, surge um desafio clássico dessa época: como curtir sem enfrentar uma ressaca daquelas?
A nutricionista Paloma Cupini, especialista em saúde da mulher, nutrição integrativa e alimentação funcional, explica que a prevenção começa bem antes da primeira taça e segue até a manhã seguinte. Segundo ela, a ressaca não é culpa só do álcool, mas de um conjunto de fatores: desidratação, sobrecarga do fígado e oscilações de glicemia. “Quando a pessoa se organiza, consegue aproveitar sem comprometer o dia seguinte”, afirma.
A seguir, confira o que fazer antes, durante e após o consumo de bebidas alcoólicas para evitar e curar a ressaca!

1. Antes da festa: preparando o corpo com inteligência

Chegar desidratado a uma confraternização aumenta muito o risco de mal-estar no dia seguinte. Por isso, hidratar-se ao longo do dia, em pequenas porções, é o primeiro passo para evitar problemas.
Outra medida importante é fazer um lanche que combine proteínas e gorduras boas, como ovos, abacate, castanhas, iogurte natural ou um sanduíche integral com homus. Esses nutrientes retardam a absorção do álcool, estabilizam a glicemia e reduzem sensações como náuseas e tontura.
Para quem gosta de suporte extra, chás como gengibre ou boldo e cápsulas naturais de cúrcuma podem oferecer leve efeito antioxidante. Paloma Cupini reforça que esses recursos ajudam, mas não substituem o básico: hidratação e alimentação adequada.

2. Durante a festa: escolhas que fazem diferença

Um cuidado simples, mas muito eficaz, é a regra 1:1, que consiste em alternar cada taça de bebida alcoólica com um copo de água. Essa prática reduz a desidratação e faz diferença no dia seguinte. Optar por bebidas menos açucaradas também ajuda: drinks com xarope, energético ou refrigerante aceleram a perda de líquidos e intensificam o mal-estar, enquanto vinho, espumante e drinks mais secos são opções mais leves.
Outro ponto essencial é não beber de estômago vazio. Beliscar queijos, oleaginosas ou pequenas porções de comida ao longo da noite mantém o organismo mais estável.
Chás digestivos são aliados simples para aliviar o organismo antes do descanso (Imagem: Ground Picture | Shutterstock)
Chás digestivos são aliados simples para aliviar o organismo antes do descanso Crédito: Imagem: Ground Picture | Shutterstock

3. Ao chegar em casa: diminuindo o impacto

A rotina pós-festa é decisiva. Um copo grande de água ao final da festa reduz significativamente a dor de cabeça e a sensação de secura ao acordar. Um chá digestivo de gengibre, hortelã ou camomila, antes de dormir, também ajuda o fígado a lidar melhor com o álcool nas horas seguintes. Os analgésicos mais fortes devem ser evitados, pois aumentam a sobrecarga hepática em um momento em que o órgão já está trabalhando intensamente para metabolizar todo o álcool consumido.

4. No dia seguinte: café da manhã que recupera

A manhã pós-festa deve começar com reidratação. Água com limão ou água de coco são escolhas ideais para repor eletrólitos rapidamente. Frutas ricas em água, como melão, melancia e abacaxi, ajudam a revitalizar o organismo e a repor vitaminas. Para trazer energia e estabilizar a glicemia, proteínas leves como iogurte, ovos mexidos ou tofu são excelentes.
Um erro comum é recorrer logo a um café forte. Ele pode intensificar enjoo, aumentar a desidratação e causar palpitações. O mesmo vale para gorduras pesadas, como bacon, frituras ou alimentos muito gordurosos, que irritam o estômago e dificultam ainda mais o trabalho do fígado .

Quando é preciso procurar ajuda?

Se a ressaca vier acompanhada de vômito persistente, tontura intensa, taquicardia ou fraqueza incapacitante, o ideal é buscar atendimento médico. “Uma ressaca muito forte é um sinal de alerta. O corpo está pedindo socorro”, finaliza Paloma Cupini.
Por Silmara Sanches
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