A pancreatite — inflamação do pâncreas — tem se tornado uma preocupação frequente. Embora possa começar com sintomas comuns, como náuseas e dor abdominal, a condição pode evoluir rapidamente para quadros graves que exigem internação e até cirurgia.
A doença ocorre quando o pâncreas, glândula responsável pela digestão e pelo controle do açúcar no sangue, entra em processo inflamatório. "Isso pode acontecer de forma aguda, com início súbito e intenso, ou crônica, quando a inflamação se repete e compromete o órgão ao longo do tempo", explica cirurgião geral Ernesto Alarcon.
As causas mais comuns da pancreatite são o consumo excessivo de álcool (uma das principais causas, especialmente na forma crônica), os cálculos biliares (pedras na vesícula), infecções virais, como caxumba ou hepatite, e traumas abdominais que lesionam o pâncreas. "O uso de certos medicamentos, como antibióticos, diuréticos e imunossupressores, além de doenças genéticas ou autoimunes também podem ocasionar a doença", diz o médico.
A pancreatite costuma apresentar sinais claros e dolorosos como dor abdominal intensa, muitas vezes irradiando para as costas, náuseas e vômitos persistentes, febre e inchaço abdominal, icterícia e perda de apetite e emagrecimento.
"Em casos graves: insuficiência respiratória, falência renal e sangramentos. Esses sintomas exigem atenção imediata, pois a evolução pode ser rápida. O tratamento começa de forma clínica, com jejum, hidratação intravenosa e controle rigoroso da dor. Mas nem sempre isso basta", alerta.
O médico explica que a cirurgia é indicada quando surgem complicações como pedras na vesícula, que precisam ser removidas, pseudocistos e abscessos, que exigem drenagem, além de áreas de necrose infectada, que podem colocar a vida em risco. "Apesar de não ser o primeiro passo no tratamento, a intervenção cirúrgica pode ser decisiva para evitar desfechos graves", finaliza Ernesto Alarcon.
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