O cantor Diogo Nogueira, 45, precisou cancelar os shows dos próximos dias por motivos de saúde. De acordo com uma publicação de sua equipe nas redes sociais, nesta segunda-feira (11), ele foi diagnosticado com laringite bacteriana grave.
Segundo a nota, Diogo está internado em um hospital e foi orientado pelos médicos a suspender temporariamente o uso da voz para apresentações musicais.
“Informamos que Diogo Nogueira não poderá realizar os shows programados para os próximos dias, em razão de um quadro de laringite bacteriana grave, que está sendo tratado em ambiente hospitalar, impossibilitando temporariamente o uso de sua voz para apresentações musicais”, diz o comunicado.
A rouquidão persistente, a dor de garganta e a dificuldade para falar podem indicar o quadro de laringite bacteriana. A condição é caracterizada pela inflamação da laringe e das pregas vocais causada por bactérias e, embora menos frequente que a laringite viral, exige atenção, principalmente em pacientes com fatores de risco.
De acordo com o otorrinolaringologista José Vicente Boleli Scardini Alves, da Bluzz Saúde, a principal manifestação da doença é a alteração vocal. “A rouquidão é o sintoma mais comum da laringite bacteriana. O paciente pode apresentar fadiga vocal, redução da resistência da voz e alteração no tom vocal, mas nem sempre ocorre perda total da voz”, explica.
Os sintomas geralmente incluem rouquidão, tosse, dor de garganta e desconforto ao falar. Nos casos leves e moderados, o paciente mantém a capacidade de se comunicar, apesar da qualidade vocal comprometida. “Na maioria das vezes, o quadro é autolimitado e dura entre três e oito dias”, afirma o médico.
No entanto, há situações em que a doença pode evoluir para quadros mais graves. Segundo o especialista, sinais como dificuldade respiratória, respiração acelerada e estridor, caracterizado por um ruído agudo ao respirar, indicam comprometimento das vias aéreas e exigem avaliação médica imediata. “Quando há obstrução laríngea e dificuldade para respirar, estamos diante de um quadro que precisa de atendimento rápido para evitar complicações”, alerta.
Alguns grupos apresentam maior risco para desenvolver formas mais persistentes ou graves da doença. Entre eles estão pessoas imunocomprometidas, diabéticos e fumantes. “O tabagismo é um fator importante porque agride diretamente as estruturas da laringe e favorece processos inflamatórios crônicos”, destaca José Vicente.
O tratamento varia conforme a gravidade e a origem da infecção. Como a maioria dos casos de laringite aguda é viral, os antibióticos não são indicados inicialmente. O tratamento conservador costuma incluir repouso vocal, hidratação, analgesia e umidificação das vias aéreas. Já quando há suspeita de infecção bacteriana, especialmente em pacientes com sintomas persistentes ou com fatores de risco, pode ser necessária a realização de cultura laríngea para identificar o agente causador.
“Nesses casos, o tratamento deve ser direcionado, com antibiótico específico baseado na cultura e no antibiograma, geralmente por cerca de dez dias”, explica o otorrinolaringologista.
O especialista reforça ainda a importância de evitar a automedicação e procurar avaliação médica quando os sintomas persistirem ou houver dificuldade respiratória. “A voz é um importante indicador da saúde da laringe. Alterações persistentes nunca devem ser ignoradas”, finaliza.