Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Se Cuida
  • Estratégia de sono e alimentação potencializa o desempenho de atletas
Se cuida

Estratégia de sono e alimentação potencializa o desempenho de atletas

O rendimento do atleta depende de um plano ajustado à modalidade, ao calendário e à resposta de cada competidor

Publicado em 06 de Julho de 2026 às 14:15

Portal Edicase

Publicado em 

06 jul 2026 às 14:15
O rendimento depende de um plano ajustado à modalidade e da resposta de cada atleta (Imagem: Yuriy Maksymiv | Shutterstock)
O rendimento depende de um plano ajustado à modalidade e da resposta de cada atleta Crédito: Imagem: Yuriy Maksymiv | Shutterstock
A pesquisa “Iron deficiency in athletes: Prevalence and impact on VO 2 peak” , publicada na revista científica Nutrition, aponta que a deficiência de ferro está significativamente relacionada à redução do desempenho atlético, incluindo a quantidade máxima de oxigênio que o corpo consegue captar durante o exercício.
Para Danilo Macena, nutricionista esportivo e diretor da clínica Macena Saúde Suprema, o rendimento do atleta depende de um plano ajustado à modalidade, ao calendário e à resposta de cada competidor. “O trabalho começa com antecedência e passa por reformulações semanais. Em algumas modalidades, principalmente na reta final, a dieta pode ser alterada diariamente, enquanto a disciplina precisa aumentar na semana anterior à competição, inclusive evitando vida social”, afirma.
Ele explica que o preparo não envolve apenas calorias e nutrientes. Sono, descanso, adesão às orientações e controle da ansiedade interferem na recuperação e podem comprometer o resultado, mesmo quando a alimentação está adequada.
“Os três erros mais comuns são negligenciar o sono, extrapolar nos treinos e subestimar a estratégia prescrita. A ansiedade também pode favorecer episódios de alimentação impulsiva, desrespeitando a dieta, e isso prejudica porque a alta performance exige uma margem muito pequena para falhas”, observa.

O sono é tão importante quanto a dieta

Conforme o especialista, o sono potencializa os resultados da dieta ao favorecer a recuperação física e o equilíbrio hormonal. Além disso, o descanso conta com benefícios à saúde mental do competidor. “Mesmo com dieta ajustada e treino bem executado, não há recuperação adequada sem sono. O repouso ajuda a estabilizar a mente e permite que o organismo produza hormônios e repare os tecidos”, analisa.

Estratégia alimentar varia conforme o perfil do atleta

O nutricionista esportivo acrescenta que os nutrientes têm funções diferentes e, por isso, devem ser consumidos conforme a estratégia elaborada para cada organismo. “Os carboidratos fornecem energia, as proteínas participam do reparo dos tecidos e as gorduras contribuem para a produção hormonal e a absorção de vitaminas. As fibras ajudam na saúde intestinal, mas devem ser controladas conforme o momento da preparação. Não existe uma fórmula igual para todos, pois a quantidade dos alimentos e os tipos dependem da modalidade, duração de esforço e perfil do atleta”, explica.
Perto da competição, a alimentação tende a ficar mais regrada e as opções práticas diminuem (Imagem: New Africa | Shutterstock)
Perto da competição, a alimentação tende a ficar mais regrada e as opções práticas diminuem Crédito: Imagem: New Africa | Shutterstock

Da flexibilidade inicial ao rigor da reta final

O especialista pontua que, apesar de a estratégia dietética ser exigente, é possível torná-la prática no início da preparação. Contudo, quando a data da competição se aproxima, torna-se necessário que o atleta siga a prescrição estritamente.
“Do início ao meio do processo, algumas adaptações são possíveis. Perto da competição, principalmente em modalidades como o fisiculturismo , a alimentação fica mais regrada e as opções práticas diminuem. A alimentação é extremamente regrada, então não dá para ser um lanche prático”, diz.

A influência genética

Questionado sobre a influência da genética sobre os resultados, Danilo Macena aponta que a sorte do atleta em relação aos genes pode ser decisiva nas competições por aumentar a tolerância com as falhas e facilitar metas. “A genética conta bastante. Se o atleta tiver genes favoráveis à força, recuperação e resistência muscular , ele terá resultados melhores nos treinamentos. A diferença é que o esforço do esportista sem sorte nos genes será maior para atingir as mesmas metas. Quem tem a genética a favor, por exemplo, consegue se recuperar mais rápido de deslizes na dieta”, diz.
Apesar disso, o nutricionista esportivo conclui explicando que o comprometimento do atleta pode conquistar resultados à altura e competitivos. “A genética, entretanto, não invalida o atleta que trabalha duro. Se houver comprometimento, a pessoa pode ter resultados comparáveis, apesar de ter margens menores para erros”, completa.
Por Enzo Tres
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem do anúncio da Converse para a divulgação de modelo do tênis Chuck 70 X
Converse remove anúncio do All Star após ser acusada de fazer associação à Ku Klux Klan
A ginasta Flávia Saraiva e o goleiro Felipe Carneiro
Flávia Saraiva confirma romance com Felipe Carneiro, ex-goleiro do São Paulo
Buscas por helicóptero com cantor Rick têm reforço de drone térmico em Santa Catarina
Buscas por helicóptero com cantor Rick em SC têm reforço de drone térmico

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados