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Efeito sanfona: veja os fatores que favorecem o reganho de peso após o emagrecimento

Manter o peso exige continuidade nos hábitos saudáveis, atividade física regular e acompanhamento adequado

Publicado em 14 de Maio de 2026 às 16:14

Portal Edicase

Publicado em 

14 mai 2026 às 16:14
O efeito sanfona é uma realidade frequente e pode estar relacionado a diversos fatores do organismo (Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock)
O efeito sanfona é uma realidade frequente e pode estar relacionado a diversos fatores do organismo Crédito: Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock
Emagrecer costuma ser um dos principais objetivos de quem busca melhorar a saúde e a autoestima. No entanto, para muitas pessoas, a dificuldade não está apenas em perder peso, mas em conseguir manter os resultados ao longo do tempo. O chamado “efeito sanfona”, quando o indivíduo emagrece e depois recupera os quilos perdidos, é uma realidade frequente e pode estar relacionado a diversos fatores do organismo e do comportamento.
Segundo o endocrinologista e nutrólogo Dr. Vagner Chiapetti, o corpo humano possui mecanismos de defesa que dificultam a manutenção da perda de peso, especialmente após dietas muito restritivas. “Quando a pessoa emagrece rápido demais, o organismo entende aquilo como uma ameaça à sobrevivência. Então, ele reduz o gasto energético e aumenta os sinais de fome, criando um ambiente favorável para recuperar o peso perdido”, explica.

Dietas restritivas podem favorecer o reganho de peso

De acordo com o médico, um dos erros mais comuns é apostar em estratégias radicais, que prometem emagrecimento acelerado em pouco tempo. Embora possam trazer resultados rápidos na balança, essas dietas normalmente não são sustentáveis.
“Muitas pessoas conseguem perder peso fazendo restrições severas, mas não conseguem manter esse padrão por muito tempo. Quando retomam a alimentação anterior, o organismo tende a recuperar gordura com facilidade, às vezes até acima do peso inicial”, alerta o Dr. Vagner Chiapetti.
Além disso, dietas muito rígidas podem causar perda de massa muscular, o que reduz o metabolismo e dificulta ainda mais a manutenção do emagrecimento.

Aspectos emocionais também influenciam

O especialista destaca que a relação emocional com a comida também tem grande impacto no processo de emagrecimento e no risco de recuperar peso. Ansiedade, estresse, frustração e compulsão alimentar podem levar ao consumo excessivo de alimentos, principalmente os mais calóricos.
“Não existe emagrecimento saudável sem olhar para o comportamento alimentar. Muitas vezes, a pessoa usa a comida como válvula de escape emocional, e isso precisa ser trabalhado para que os resultados sejam duradouros”, comenta.
A manutenção do peso após o emagrecimento está diretamente ligada à continuidade de hábitos saudáveis (Imagem: Ground Picture | Shutterstock)
A manutenção do peso após o emagrecimento está diretamente ligada à continuidade de hábitos saudáveis Crédito: Imagem: Ground Picture | Shutterstock

Como evitar o efeito sanfona?

Segundo o Dr. Vagner Chiapetti, após a perda de peso, o organismo realmente passa por adaptações metabólicas. Isso significa que o corpo pode gastar menos calorias do que antes, mesmo realizando as mesmas atividades. “É como se o organismo entrasse em modo de economia de energia. Por isso, manter o peso exige continuidade nos hábitos saudáveis, atividade física regular e acompanhamento adequado”, explica.
Para reduzir as chances de recuperar o peso perdido, o endocrinologista orienta que o foco não esteja apenas na balança, mas na construção de hábitos sustentáveis. Entre as principais recomendações, estão:
  • Evitar dietas extremamente restritivas;
  • Priorizar alimentação equilibrada;
  • Manter a prática regular de exercícios físicos;
  • Cuidar da qualidade do sono;
  • Controlar níveis de estresse;
  • Buscar acompanhamento profissional individualizado.
“O emagrecimento saudável não deve ser encarado como algo temporário. É um processo contínuo de mudança de estilo de vida. Quando o paciente entende isso, as chances de manter os resultados aumentam bastante”, finaliza o Dr. Vagner Chiapetti.
Por DaianeBombarda

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