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Dia Internacional do Chá: 7 opções para ajudar a saúde digestiva

Veja como a bebida pode auxiliar no alívio de desconfortos intestinais leves e contribuir para hábitos mais equilibrados no dia a dia

Publicado em 21 de Maio de 2026 às 12:12

Portal Edicase

Publicado em 

21 mai 2026 às 12:12
Algumas ervas podem ajudar a aliviar sintomas de má digestão, gases, sensação de estufamento e náuseas (Imagem: LightField Studios | Shutterstock)
Algumas ervas podem ajudar a aliviar sintomas de má digestão, gases, sensação de estufamento e náuseas Crédito: Imagem: LightField Studios | Shutterstock
Em 21 de maio é celebrado o Dia Internacional do Chá, uma das bebidas mais tradicionais do mundo, historicamente associada ao conforto e ao bem-estar. Nos últimos anos, o consumo passou a se conectar também a hábitos de vida mais saudáveis, o que ajuda a explicar a expansão do mercado global da bebida, estimado em US$ 69,51 bilhões em 2025 e com previsão de alcançar US$ 115,19 bilhões até 2033, segundo a Grand View Research.
Entre os benefícios mais populares dos chás para a saúde, está o auxílio ao bem-estar digestivo. Algumas ervas podem contribuir para aliviar sintomas leves, como má digestão, gases, sensação de estufamento e náuseas, além de auxiliarem na hidratação diária e promoverem sensação de relaxamento.
De acordo com a Dra. Juliana Couto, médica e professora de pós-graduação em Nutrologia da Afya Educação Médica Montes Claros, parte desses efeitos está relacionada à presença de compostos bioativos com propriedades digestivas, anti-inflamatórias e antioxidantes nas ervas utilizadas no preparo das bebidas.
“Os chás podem contribuir para o bem-estar gastrointestinal, mas seus efeitos variam conforme a erva utilizada, a forma de preparo, a quantidade consumida e as características individuais. Eles devem ser encarados como parte de um conjunto de hábitos saudáveis, e não como uma solução isolada”, alerta.

Como as plantas dos chás beneficiam o sistema digestivo

Segundo a nutróloga, parte das substâncias das plantas utilizadas nos chás ajuda a estimular a produção de enzimas digestivas, favorece o esvaziamento gástrico e auxilia na redução de cólicas e espasmos intestinais. Além disso, determinadas ervas possuem efeito calmante, o que também pode beneficiar o sistema digestivo, já que intestino e sistema nervoso estão diretamente conectados.
“Fatores emocionais, como estresse e ansiedade, podem intensificar sintomas como refluxo, gastrite funcional, distensão abdominal e alterações intestinais. Por isso, algumas ervas podem contribuir tanto para o processo digestivo quanto para a sensação de bem-estar”, completa a Dra. Juliana Couto.

Plantas que ajudam no conforto digestivo

Entre as ervas mais utilizadas para aliviar gases, cólicas leves e sensação de inchaço, estão hortelã-pimenta, gengibre, camomila, erva-doce e melissa. Segundo Diego Righi, professor de Nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, algumas delas possuem ação carminativa, antiespasmódica e digestiva leve, favorecendo o conforto gastrointestinal após as refeições.
“O efeito depende do tipo de erva, da concentração, da causa do sintoma e da tolerância individual”, afirma o nutricionista. Ele destaca ainda que, quando consumidos sem açúcar, os chás também ajudam na ingestão diária de líquidos.
A seguir, confira algumas opções de chás que podem ajudar na saúde digestiva!

1. Chá de hortelã-pimenta

A hortelã-pimenta costuma ser indicada para aliviar gases, cólicas leves , sensação de estufamento e desconfortos intestinais. A erva possui ação antiespasmódica, ajudando a relaxar a musculatura do sistema digestivo. No entanto, pessoas com refluxo gastroesofágico devem consumir com cautela, pois a erva pode intensificar os sintomas em alguns casos.

2. Chá de gengibre

O chá de gengibre é frequentemente utilizado para aliviar náuseas, má digestão, digestão lenta e sensação de estômago pesado. A raiz possui propriedades que podem ajudar no esvaziamento gástrico e no alívio de desconfortos digestivos leves. Apesar dos benefícios, o consumo deve ser moderado em pessoas que utilizam anticoagulantes, possuem distúrbios de coagulação ou fazem uso de doses elevadas da erva.
Com efeito calmante, a camomila também contribui para o conforto digestivo, especialmente quando o desconforto está ligado ao estresse (Imagem: teatian | Shutterstock)
Com efeito calmante, a camomila também contribui para o conforto digestivo, especialmente quando o desconforto está ligado ao estresse Crédito: Imagem: teatian | Shutterstock

3. Chá de camomila

Conhecida pelo efeito calmante, a camomila também pode contribuir para aliviar desconfortos digestivos leves, tensão abdominal e sintomas relacionados ao estresse e à ansiedade. O chá é tradicionalmente utilizado como aliado do relaxamento e pode ajudar quando o desconforto gastrointestinal está associado à tensão emocional. Pessoas alérgicas a plantas da família Asteraceae, como margaridas e crisântemos, além de usuários de sedativos e varfarina, devem ter cautela no consumo.

4. Chá de erva-doce ou funcho

Muito utilizado após as refeições, o chá de erva-doce ou funcho pode ajudar a reduzir gases, cólicas leves e sensação de estufamento. A erva possui ação carminativa, favorecendo o conforto digestivo e ajudando a diminuir a formação de gases intestinais. O consumo frequente ou concentrado exige atenção especial em gestantes, lactantes e pessoas com condições sensíveis a hormônios.

5. Chá de melissa

O chá de melissa é recomendado principalmente em situações em que o desconforto digestivo está associado ao estresse, à ansiedade ou à dificuldade para dormir . Com efeito calmante suave, a bebida pode promover relaxamento e bem-estar, sendo uma opção interessante para o período noturno. O uso deve ser feito com cautela por pessoas que utilizam medicamentos sedativos ou apresentam sonolência excessiva.
Tradicionalmente usada para azia e má digestão, a espinheira-santa é associada ao alívio de desconfortos gástricos leves (Imagem: Marcio Shimoda | Shutterstock)
Tradicionalmente usada para azia e má digestão, a espinheira-santa é associada ao alívio de desconfortos gástricos leves Crédito: Imagem: Marcio Shimoda | Shutterstock

6. Chá de espinheira-santa

Tradicionalmente utilizado para aliviar sintomas como azia, má digestão, sensação de queimação e desconfortos gástricos leves. A planta possui compostos com potencial ação protetora da mucosa do estômago, podendo auxiliar em quadros dispépticos. Apesar do uso popular, o consumo deve ser feito com cautela e orientação profissional, especialmente por pessoas com doenças gástricas ou que utilizam medicamentos contínuos.

7. Chá de boldo

Muito consumido após refeições pesadas ou excessos alimentares, o boldo é conhecido por estimular a digestão e ajudar na sensação de estômago “pesado”. Também pode auxiliar no alívio de náuseas e desconfortos digestivos ocasionais. No entanto, o uso deve ser moderado, já que o consumo excessivo ou frequente pode causar irritação gastrointestinal e não é indicado para algumas pessoas, como gestantes e indivíduos com problemas hepáticos.

Cuidados e contraindicações no uso dos chás

Apesar dos benefícios, os especialistas alertam que algumas ervas podem apresentar contraindicações e até interagir com medicamentos. Certos chás podem interferir na pressão arterial, na glicemia e no efeito de remédios de uso contínuo, exigindo cautela principalmente entre gestantes, lactantes, idosos e pessoas com doenças crônicas. “Natural não significa isento de riscos. Dependendo da erva e das condições de saúde do indivíduo, podem ocorrer efeitos adversos ou interações importantes”, ressalta a Dra. Juliana Couto.
Os especialistas recomendam optar por infusões leves, preferencialmente sem açúcar, utilizando uma erva por vez para facilitar a identificação de possíveis benefícios ou desconfortos. Eles também reforçam que sintomas persistentes, como dor abdominal frequente, refluxo recorrente, queimação intensa, alterações intestinais prolongadas, perda de peso involuntária e presença de sangue nas fezes, devem ser investigados por um profissional de saúde.
“Os chás podem ajudar no alívio de sintomas leves e ocasionais, mas não substituem diagnóstico adequado nem tratamento individualizado”, enfatiza a nutróloga.
Por Beatriz Felicio

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