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7 erros que aumentam doenças respiratórias no outono e como evitá-los

Nesta época do ano, alguns cuidados são importantes para prevenir gripes e resfriados

Publicado em 07 de Maio de 2026 às 17:14

Portal Edicase

Publicado em 

07 mai 2026 às 17:14
Algumas medidas podem ajudar a evitar doenças respiratórias neste período, como usar máscaras quando há alguém contaminado e se vacinar (Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock)
Algumas medidas podem ajudar a evitar doenças respiratórias neste período, como usar máscaras quando há alguém contaminado e se vacinar Crédito: Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock
No outono, cresce o número de pessoas com doenças respiratórias, como gripe e resfriado. A combinação entre temperaturas mais baixas, ar seco e maior circulação de vírus favorece a transmissão. No entanto, hábitos simples do dia a dia também podem contribuir para o aumento das infecções.
Segundo o pneumologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, Dr. Alberto Cukier, muitos desses comportamentos passam despercebidos, mas têm impacto direto na disseminação dos vírus respiratórios. Além disso, favorecem a transmissão em cadeia entre diferentes faixas etárias, com consequências especialmente sérias para grupos de risco.
Veja, abaixo, quais são os 7 erros mais comuns e como evitá-los para se proteger de doenças respiratórias nesta época do ano.

1. Contato próximo mesmo com sintomas de gripe

Um dos erros mais comuns é manter o convívio com outras pessoas, mesmo apresentando sintomas como coriza, febre ou dor de garganta . “É bem comum que crianças levem vírus da escola para casa e, na rotina das famílias, acabem sendo cuidadas pelos avós. Esse contato, embora natural, aumenta a possibilidade de transmissão para pessoas que estão fragilizadas e que podem desenvolver quadros mais graves, assim como amplia o raio de contaminação”, explica o Dr. Alberto Cukier.

2. Continuar a rotina normalmente, mesmo doente

Seguir trabalhando, estudando ou circulando socialmente durante um quadro gripal também favorece a transmissão.“Muitas pessoas continuam a trabalhar gripadas ou a circular socialmente, sem proteção, o que aumenta a disseminação. São comportamentos que parecem inofensivos, mas têm impacto direto na alta dos casos nesta época do ano”, completa o pneumologista.

3. Não utilizar máscara ao apresentar sintomas respiratórios

O uso de máscara continua sendo uma medida eficaz para evitar a transmissão de vírus respiratórios, especialmente em ambientes compartilhados.
É fundamental manter as janelas abertas para evitar a permanência de vírus no ambiente (Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock)
É fundamental manter as janelas abertas para evitar a permanência de vírus no ambiente Crédito: Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock

4. Manter ambientes fechados e com pouca ventilação

Locais sem circulação de ar favorecem a permanência de vírus no ambiente, aumentando o risco de contágio. Manter janelas abertas é uma medida simples e eficaz.

5. Negligenciar a higiene das mãos

A higienização frequente das mãos ajuda a reduzir a transmissão de vírus causadores de gripe, resfriado e outras infecções respiratórias.

6. Uso inadequado de antibióticos

O uso de medicamentos sem orientação médica é um erro frequentee perigoso. “O uso indiscriminado de medicamentos, especialmente antibióticos, é um ponto de atenção. A maioria das infecções respiratórias nessa época é causada por vírus, e antibióticos não têm resultado nesses casos. O uso inadequado, além de não trazer benefício, pode causar efeitos colaterais e contribuir para a resistência bacteriana, um problema crescente de saúde pública”, alerta o Dr. Alberto Cukier.
O médico explica que não é preciso comprar medicamento forte — principalmente sem orientação adequada de um especialista. “Em situações como dor de garganta, nariz escorrendo ou desconforto, a adoção de medidas caseiras, como lavagem nasal ou uso de antitérmico, já é suficiente. Fora isso, ficar em repouso e se manter hidratado e alimentado, seja com chá, canja, o que for natural. Medicação em excesso piora a situação e ajuda a mascarar sintomas”, acrescenta.

7. Não se vacinar contra a gripe (influenza)

A vacinação contra a gripe é uma das principais formas de prevenir casos graves e reduzir a circulação do vírus. “A população toda deveria se vacinar contra influenza. Mesmo que não impeça 100% a infecção, a vacina diminui a circulação do vírus e reduz significativamente o risco de complicações. Assim, conseguimos diminuir os quadros gripais”, afirma o pneumologista.

Quando a gripe pode indicar algo mais grave?

Na maioria dos casos, gripe e resfriado são leves e melhoram em poucos dias. Ainda assim, é fundamental observar a evolução dos sintomas. “Alguns sinais, no entanto, indicam a necessidade de avaliação médica. Quando o paciente apresenta falta de ar , chiado no peito, febre persistente ou piora progressiva após os primeiros dias, é recomendado procurar atendimento. Esses podem ser indícios de complicações, como pneumonia, que exigem investigação e, em alguns casos, até internação”, alerta o médico.

Quem faz parte do grupo de risco deve ter atenção redobrada

Idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), têm maior risco de complicações. “Pessoas que já têm dificuldades respiratórias, tendência a ter falta de ar, desconforto ao fazer atividades, podem piorar se forem acometidas por qualquer um desses fenômenos infecciosos”, lembra o Dr. Alberto Cukier.
Como recomendação, vale intensificar medidas simples e já incorporadas durante a pandemia de covid-19, como lavar ou higienizar as mãos com frequência, usar máscaras e, ao tossir ou espirrar, evitar que essas gotículas fiquem pelo ar e contaminem outras pessoas.
Por Nadja Cortes

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