Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Se cuida

3 mitos e verdades sobre a vacina BCG

Imunizante aplicado em bebês é fundamental para o combate à tuberculose

Publicado em 01 de Julho de 2025 às 17:59

Portal Edicase

Publicado em 

01 jul 2025 às 17:59
Dia da Vacina BCG relembra a importância do imunizante contra a tuberculose (Imagem: StanislavSukhin | Shutterstock)
Dia da Vacina BCG relembra a importância do imunizante contra a tuberculose Crédito: Imagem: StanislavSukhin | Shutterstock
A conhecida “marquinha” que a maioria dos brasileiros possui é fruto da vacina BCG, que possui até um dia para chamar de seu: 01 de julho. O marco no calendário ocorre devido à importância do imunizante para combate à tuberculose, uma doença contagiosa que pode levar à morte, e reforça a necessidade da vacinação de bebês logo ao nascer, já que esse grupo possui menor imunidade e corre grande risco de ser infectado pelo Mycobacterium tuberculosis , o bacilo de Koch, e ter complicações.
“A vacina BCG está disponível no Brasil desde 1976. Atualmente o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza sua dose, que deve ser tomada a partir do nascimento e até a criança completar cinco anos”, explica Bruno Henrique Mendonça, coordenador do curso de Enfermagem do Centro Universitário Anhanguera. 
A vacina BCG é composta por um bacilo fruto do enfraquecimento de umas das bactérias que causam a tuberculose. Mesmo que não possua potencial para impedir o contágio da doença em maiores de 5 anos, é considerada altamente eficiente para prevenir sequelas e óbitos em recém-nascidos e crianças pequenas. 
Por fazer parte da lista de vacinas obrigatórias do Calendário Nacional de Vacinação do Brasil e gerar a famosa marca nos braços da população há muitos anos, diversos mitos envolvendo sua aplicação e reação são muito comuns. Abaixo, Bruno Henrique Mendonça desmistifica as principais e explica os motivos do seu efeito na pele. Confira! 
A cicatriz gerada pela vacinação da BCG é resultado de uma reação imunológica (Imagem: TuktaBaby | Shutterstock)
A cicatriz gerada pela vacinação da BCG é resultado de uma reação imunológica Crédito: Imagem: TuktaBaby | Shutterstock

1. Só brasileiros possuem a marca fruto da vacina da BCG no braço

Mito. A cicatriz deixada pela vacina BCG sempre gerou curiosidade e até mitos sobre sua origem. No entanto, a marca tem uma explicação científica. “Por conta de a vacina ser feita de um bacilo enfraquecido, a cicatriz gerada pela vacinação da BCG é resultado de uma reação imunológica à bactéria. Isso faz com que o local em que foi aplicada fique avermelhado e posteriormente possa até a expelir pus”, explica o docente. 
Esse efeito na pele também está relacionado à agulha utilizada para aplicar a vacina. Há anos, as pessoas acreditavam, inclusive, que ela era esquentada e, por isso, deixava a marca. “A diferença está na agulha: se a aplicação for feita pela microagulha, que também chamamos de carimbo, o efeito na pele é suavizado, chegando a praticamente não aparecer”, esclarece Bruno Henrique Mendonça. 
No Brasil, três a cada cem crianças tomam a vacina BCG com a microagulha e ficam sem a marca. No Japão, a aplicação via agulha carimbo da BCG é obrigatória, extinguindo os casos. Nos Estados Unidos, 10% são dadas com a agulha que não deixa marcas. “Não podemos dizer que só os brasileiros possuem a marca da BCG, mas, por conta do uso da agulha tradicional na maioria dos casos, a maior parte da população possui esse efeito na pele”, pontua. 

2. A marca no braço é sinal de eficácia da vacina

Mito. Desde 2019, o Ministério da Saúde (MS) não recomenda a reaplicação da dose da vacina BCG em crianças que não apresentarem a cicatriz de até 1 cm de diâmetro no braço, por orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Estudos recentes demonstram que não há relação da marca com a proteção oferecida ”, comenta o especialista. A ausência da cicatriz está relacionada a agulha utilizada para o procedimento.

3. A vacina só pode ser tomada no braço direito

Verdade. Tanto a Organização Mundial da Saúde quanto o Ministério da Saúde adotam a aplicação das vacinas no braço direito para que seja possível acompanhar as reações adversas possíveis. “Trata-se de um protocolo seguido em todo o mundo. A aplicação de imunizantes deve ser realizada no deltoide, que é um músculo presente do terço superior do braço até o ombro”, explica Bruno Henrique Mendonça. Assim, não só a BCG como outras vacinas, como a da covid-19, por exemplo, devem ser aplicadas no braço direito em preferência.
Por Leticia Zuim Gonzalez
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Cemitério de Sagrada Família, um dos comunitários de Alfredo Chaves
23 comunitários e 1 público: sobram cemitérios em pequeno município do ES
Entrevista na CBN com Lorenzo Pazolini, governador eleito no ES
Equipe de Pazolini avalia contratar auditoria para analisar situação do ES
Imagem de destaque
O que estreia na HBO Max em novembro? Veja 5 filmes e séries para colocar na lista

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.