No ano passado, dos 36 assassinatos no município, em quatro as mulheres foram vítimas – e pelo menos dois deles foram enquadrados como feminicídio. O primeiro crime contra uma mulher na cidade do Norte do Estado aconteceu no dia 15 de janeiro e, o último, no dia 22 de dezembro.
Além dos homicídios, mulheres em São Mateus também são vítimas de agressões A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) da cidade prendeu no ano passado, em flagrante, 100 agressores de mulheres.
O primeiro assassinato classificado como homicídio ocorreu no dia 6 de maio: o corpo da professora Regiane da Silva foi deixado às margens da BR-101 e a polícia concluiu que o responsável pelo crime foi o próprio marido, Paulo Sérgio de Oliveira. Ele esteve no enterro da vítima, para indignação de muitos.
Já no dia 22 de dezembro, o último assassinato de uma mulher no ano na cidade, Josineia Floriano Lima foi morta a facadas pelo ex-namorado João Carlos de Jesus. Este Jesus foi preso em flagrante.
Portanto, a diretoria do São Mateus, que argumenta a importância da ressocialização para o goleiro Bruno, pode estar abrindo as portas para um feminicida numa cidade onde ser mulher não é tão seguro assim.
A Polícia Civil dispõe de diferentes locais e contatos para receber denúncias de violência contra a mulher. As delegacias dispõem de profissionais habilitadas para lidar com as vítimas.