O robô da Vinci® Xi vai começar em abril a operar pacientes no
Hospital Meridional Cariacica, principalmente nas áreas de urologia, ginecologia e cirurgia-geral. Os médicos que irão manusear o robô estão passando por um treinamento em um centro especializado no Rio de Janeiro.
Em cirurgias de próstata, por exemplo, o robô permite uma visão mais detalhada das estruturas fundamentais do corpo humano visando à preservação da potência sexual e à continência urinária do paciente.
As cirurgias são realizadas pelo cirurgião que manuseia o da Vinci® através de controles tipo “joystick”. Este sistema reproduz os movimentos para os instrumentos robóticos que se tornam mais precisos e atingem posições difíceis, com amplitude de movimento maior que o punho humano. As incisões são menores que a cirurgia tradicional.
Segundo a assessoria do hospital, o nível de segurança do procedimento e a precisão do robô vão trazer benefícios aos pacientes como menor tempo cirúrgico; cortes menores e menor sangramento; menor tempo de internação; diminuição das dores e complicações pós-cirúrgicas e rápida recuperação no período pós-operatório.
O robô tem um dispositivo que não absorve eventuais tremedeiras da mão do cirurgião. Além disso, o profissional terá maior autonomia, ergonomia, precisão de movimentos e visão 3D, cujas imagens atingem mais de 10 vezes o tamanho na visualização .
A Rede Meridional investiu R$ 25 milhões no programa de cirurgia robótica. O executivo-chefe da Rede, Antônio Benjamim Neto, explica que, por ser muito pouco invasiva, a cirurgia robótica é indicada para diversas patologias: “A aquisição [do robô] acompanha um programa de treinamento que irá capacitar as equipes envolvidas e dar maior segurança aos procedimentos realizados”.
O robô-cirurgião da Vinci® foi desenvolvido nos EUA, há 21 anos, e está presente em 74 equipamentos no Brasil e em mais de 3,5 mil no mundo. O hospital ainda não definiu a política de acesso à cirurgia robótica.