Uma estrutura no formato dos canos de água da sua casa é peça-chave na economia capixaba. A tubulação subterrânea e invisível para quem passa pelas rodovias é o que conecta a extração mineral no interior de Minas Gerais ao litoral capixaba. Trata-se do mineroduto da Samarco – que percorre cerca de 400 quilômetros para transportar o minério das minas do complexo de Germano (MG) até o complexo de Ubu, em Anchieta (ES). O duto transporta a polpa de minério de ferro por uma extensão de, aproximadamente, 400 quilômetros e possui cerca de 60 centímetros de diâmetro, equivalente ao aro da roda de um caminhão.
É por ele que o minério extraído no complexo de Germano, entre Mariana e Ouro Preto, em Minas Gerais, viaja até a unidade de Ubu. No litoral capixaba, o insumo é enriquecido e transformado em pelotas, pequenas esferas exportadas para a fabricação global de aço, presente em automóveis, eletrônicos e na construção civil.
O processo produtivo foi interrompido em novembro de 2015, com o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, resultando em um dos maiores desastres ambientais do país. Quase 11 anos depois, a Samarco opera com 60% de sua capacidade e projeta atingir 100% a partir de 2028. A estratégia de comunicação e os bastidores dessa retomada foram o ponto central de uma apresentação feita à 29ª turma do Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, durante visita técnica ao complexo de Ubu.
Funcionária da empresa há 32 anos, a analista de Comunicação Empresarial, Fabíola Boghi, relata que, com o rompimento, a hierarquia tradicional de cargos não era um ponto de preocupação. "A gente não tinha como sair do rompimento da mesma forma. A empresa estava com as operações paralisadas, mas todas as pessoas se mobilizaram. Técnicos, engenheiros e executivos foram para as linhas das frentes humanitárias e emergenciais".
Segundo a equipe de Comunicação da Samarco, que recebeu os residentes, são muitas as lições aprendidas e todas as ações realizadas pela empresa primam por um relacionamento pautado na transparência para a reconstrução da confiança com a sociedade.
80% (rejeito arenoso): Empilhado a seco no terreno.
20% (lama fina): Depositado em cava confinada (estrutura rochosa, natural, já exaurida pela mineração).
Quanto à população, segundo a empresa, é importante que ela compreenda o novo arranjo operacional. A transparência defendida pela Companhia só cumpre seu papel social por permitir que moradores, órgãos de controle e comunidades ao longo da bacia do Rio Doce saibam exatamente o que cobrar e como fiscalizar.
Para conhecer a operação de perto, instituições de ensino e grupos técnicos podem solicitar agendamento enviando mensagem para o e-mail [email protected]. Comunidades e moradores vizinhos podem procurar diretamente a equipe de diálogo nos territórios ou acessar os canais oficiais da mineradora pelo telefone 0800 033 8485.
Tour Virtual: Para quem prefere conhecer a estrutura de forma remota, a empresa disponibiliza um ambiente imersivo com imagens em 360° que mapeiam a operação desde a mina, em Minas Gerais, até o porto, no Espírito Santo. Acesse em: samarco.com/tourvirtual/portugues.
Para estreitar esse diálogo, a empresa mantém o programa "Samarco Aberta". Ao fim da visita dos residentes à Samarco, Fabíola Boghi reforçou que a iniciativa é um convite à comunidade. "É a oportunidade que temos de mostrar para as pessoas o que a empresa faz, os nossos produtos e como as coisas são feitas dentro da organização".
*Este conteúdo foi produzido por Camila Leão, residente do 29º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob orientação da editora Giuliane Calvi.
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