Uma cobertura sobre as regras de trânsito na ciclovia ganhou outro formato quando um repórter decidiu atravessar a Terceira Ponte de bicicleta e entrar ao vivo no Bom Dia ES de diferentes pontos do trajeto. O exemplo, apresentado pelo repórter da TV Gazeta Alberto Borém aos alunos do 29º Curso de Residência em Jornalismo, mostrou como o jornalismo mobile amplia as possibilidades de uma cobertura em tempo real.
Borém comandou uma oficina focada nos desafios e na agilidade do jornalismo mobile. A prática jornalística utiliza dispositivos móveis, como smartphones e tablets, para capturar, editar e distribuir conteúdo jornalístico. Esse avanço tecnológico trouxe mais dinamismo à produção de matérias, já que os repórteres podem cobrir eventos em tempo real, a qualquer hora e de qualquer lugar.
Essa mobilidade permite fazer diferente no dia a dia. No caso da ciclovia da Terceira Ponte, o que poderia ter sido uma reportagem convencional acabou se transformando em uma cobertura ao vivo inovadora. “A proposta foi atravessar a ponte de bicicleta e entrar ao vivo de três pontos diferentes usando celular e outros recursos. A jornada começava em Vitória, passava por imagens aéreas de drone – mostrando o trajeto de bicicleta pela ponte ao amanhecer – e terminava com uma entrevista ao vivo com a Polícia Militar”, conta Borém.
O encontro com o repórter fez brilhar os olhos dos jornalistas “focas”, que não veem a hora de aceitar o convite do futuro colega de trabalho: “Bora pra rua?”, provocou. A residente Camila Leão, de Congonhas (MG), respondeu com um toque de humor: “No celular eu me garanto, mas primeiro vou ter que aprender a andar de bicicleta”. Essa foi a deixa que faltava para que a próxima aula sobre o tema fosse marcada, já com o desafio de testar o que aprenderam.
*Este conteúdo foi produzido por Analu Fagundes, residente do 29º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob orientação da editora Giuliane Calvi.
Analu Fagundes