Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, registra diariamente um assalto com roubo de celular. Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) mostram que nos primeiros quatro meses (janeiro a abril) de 2023 foram 154 roubos. Os registros sofreram uma redução de 90% em comparação com o mesmo período do ano passado – quando foram roubados 241 aparelhos, mas ainda preocupam os moradores.
Entre os bairros do município com a maior incidência de roubos de celulares este ano, estão: Centro (13), Guandu (11) e Aquidaban (10). Desses, dois estão na região Central de Cachoeiro de Itapemirim.
De acordo com o capitão José Luiz Simonelli Daniel Júnior, da Polícia Militar, os roubos de celulares são mais comuns nos centros das cidades e nos locais de atividade comercial por causa da grande movimentação de pessoas. Essa informação ajuda a PM a atuar nesses locais com ações para manter a população mais tranquila.
"Essas regiões têm a maior incidência desse tipo de prática criminal. Por isso, a gente trabalha sobre o ponto de vista da presença do policial para prevenir e atuar imediatamente quando ocorre. Temos equipes 24 horas nesses locais e trabalhamos com ostensividade. Um policial fardado no Centro é procurado pela população. Viramos uma referência”, disse o policial militar.
Atenção redobrada
Mesmo com a redução do número de celulares roubados e com o trabalho ostensivo da Polícia Militar, algumas dicas podem evitar que a população perca o aparelho de telefone para os assaltantes. Segundo o capitão Daniel, atenção é a principal delas.
"Manter o contato visual com a mochila, a carteira pode ajudar. Ter atenção nos locais com grande quantidade de pessoas. Tem como se comportar de maneira atenta. Só que a Polícia Militar não refuta da responsabilidade sobre a sensação de segurança e tranquilidade", garantiu.
Por causa da falta de atenção enquanto usava o celular, a manicure Cedeni de Moraes passou por uma situação constrangedora: ela entrou no carro errado.
"O meu marido estava internado. Eu e a irmã dele fomos ao hospital. Fiquei no celular e a minha cunhada saiu com o carro. Eu vi um carro parado igual do dela e entrei. Quando abri a porta, o motorista cruzou os braços e me olhou. Na hora, pedi perdão, enquanto a irmã dele estava do outro lado rindo”, contou.
Boletim de Ocorrência
Em caso de ser vítima de roubo de celular, o boletim de ocorrência na Polícia Civil é a forma de iniciar as investigações. No entanto, para isso, o delegado chefe da 7º Regional de Cachoeiro de Itapemirim, Rômulo Carvalho Neto, explica que, antes, a vítima precisa adotar medias de precaução.
"É muito importante que o cidadão coloque [no boletim] todos os dados do aparelho que tenha sido subtraído, para que possibilite a verificação mais eficiente da Polícia Civil. É importante que um desses dados seja o IMEI do aparelho, que é como se fosse o chassi. Uma vez colocado esse número no boletim de ocorrência, quando ele for encontrado por alguma força de segurança, gera um alerta no sistema, para facilitar a devolução à vítima", explicou o delegado.
Vale destacar ainda que quando não há detidos em flagrante, as vítimas devem registrar a ocorrência em uma delegacia para que os casos sejam investigados e os suspeitos sejam identificados e punidos. O boletim de ocorrência também pode ser registrada por meio da Delegacia Online: https://delegaciaonline.sesp.es.gov.br/.