Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Programa do ES precisa ser guia para implementação de políticas públicas
Direitos Humanos

Programa do ES precisa ser guia para implementação de políticas públicas

A luta por Direitos Humanos não pode ser lírica, soando como música aos ouvidos do poder, mas deve ser épica, capaz de provocar mudanças

Publicado em 07 de Dezembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

07 dez 2019 às 04:00
Verônica Bezerra

Colunista

Verônica Bezerra Verônica Bezerra
Luta por direitos humanos Crédito: Divulgação
Em 10 de dezembro, celebra-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos, em alusão à promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Organização das Nações Unidas, em 1948. A referida Carta Humanitária se constitui como um documento que demarca a luta e o reconhecimento pelos Direitos Humanos, orientando todas as nações acerca do respeito e da proteção aos Direitos da Pessoa Humana.
Ainda hoje, a luta pelos Direitos Humanos deve ser intensa e vigilante, diante das ameaças latentes, como é o caso do projeto de lei que pretende ampliar a isenção da excludente de ilicitude para as operações de Garantia da Lei e da Ordem, o que poderá aumentar as violações de Direitos Humanos.
Michel Foucault, em 1981, escrevera um texto memorável, em que afirmara que “a infelicidade dos homens não deve jamais ser um resto mudo da política. Ela funda um direito absoluto de se insurgir e de interpelar aqueles que detêm o poder”.
A XI Semana Estadual de Direitos Humanos, que começou no dia 2 e segue até 13 de dezembro, abarca dezenas de atividades sobre o tema e se constitui em arena de insurreição frente às situações de violações.
O cumprimento do Programa Estadual de Direitos Humanos e a execução do Plano de Educação em Direitos Humanos também são outros fronts que, à luz do anunciado pela DUDH, precisam se firmar como um guia para a implementação de políticas públicas que efetivem os Direitos Fundamentais e realizem os Direitos Humanos no Estado do Espírito Santo.
A luta por Direitos Humanos não pode ser lírica, soando como música aos ouvidos do poder, mas deve ser épica, capaz de provocar mudanças. Trata-se de uma luta intransigente, em que os Princípios da Dignidade e da Inviolabilidade da Pessoa Humana são inegociáveis.
Trata-se de uma luta diuturna, não havendo pausa para descanso. Mesmo depois de 71 anos da Declaração, é preciso relembrar a frase que intitula o texto de Foucault, que somente foi publicizado após a sua morte em 1984: “Face aos governos, os Direitos Humanos”.

Verônica Bezerra

Verônica Bezerra Verônica Bezerra

É advogada, doutoranda em Ciências Sociais, mestre em Direitos e Garantias Fundamentais, especialista em Direitos Humanos e Segurança Pública

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Por que países europeus estão retirando suas reservas de ouro da América do Norte?
Imagem de destaque
Por que você nunca realmente supera a época de ensino médio: 'São lembranças que voltam o tempo todo'
Imagem de destaque
Como proteger as boas bactérias da sua boca

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados