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Cidades

Por um Espírito Santo mais conectado pela internet das coisas

A internet das coisas consiste em colocar sensores em tudo e fazer com que eles se comuniquem e nos informem o que está acontecendo

Publicado em 30 de Novembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

30 nov 2019 às 04:00
Evandro Milet

Colunista

Evandro Milet Evandro Milet
Internet das coisas: maior conectividade Crédito: Divulgação

Qual a relação entre uma vaca estressada e a internet das coisas (IoT)? A vaca vai produzir menos leite e de menor qualidade. Portanto, é importante que o produtor monitore o rebanho e o seu comportamento, além da sua identificação, pesagem, rastreamento e o volume produzido. E faça controle da temperatura no armazenamento e transporte e controle de contaminação para garantir a qualidade do produto final. A internet das coisas consiste em colocar sensores em tudo e fazer com que eles se comuniquem e nos informem o que está acontecendo.

Os agricultores usam 70% da água doce do mundo, mas 60% é desperdiçada devido a sistemas de irrigação com vazamento ou inadequados. Sensores de pressão podem monitorar o fluxo de água nos tubos, outros podem medir a umidade do solo e os níveis de líquidos em tanques para irrigação.

Em uma indústria, sensores exigiam a sua conexão por cabos, em procedimentos caros e intrincados. A internet das coisas facilitou tudo com sensores sem fio, que se colocam em qualquer lugar de forma independente, barateando e dando confiabilidade aos processos. Sensores de ruído, temperatura, pressão, presença ou vibração podem monitorar indústrias ou poços de petróleo, apresentando informações em forma gráfica em um dashboard.

Cidades inteligentes podem dispor de sensores magnéticos em vagas de estacionamento e medir fluxo de veículos nas ruas. Os futuristas veículos autônomos exigem sensores de força, carga, tensão, torque, movimento, velocidade, deslocamento, posição, vibração e choque, se conectando com outros veículos.

As novas redes LPWAN (Low Power Wide Area Network), como LoRa e SigFox, derrubam os custos de comunicação com sua restrita capacidade de enviar poucos dados, em distâncias relativamente longas, garantindo vida útil de cinco a dez anos das baterias.

Empresas capixabas como SigMais e 2Solve já participam de vários projetos nacionais de IoT. Seria um bom projeto e relativamente barato transformar o Espírito Santo no primeiro Estado totalmente conectado pela internet das coisas. Isso independe da também essencial rede digital de alta velocidade e da 5G. Cada uma tem sua utilidade e efeito na produtividade. Seria uma vitrine.

Evandro Milet

Evandro Milet Evandro Milet

É consultor e palestrante em Inovação e Estratégia. Neste espaço, novidades e reflexões sobre mercado de trabalho e tecnologia têm sempre destaque.

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