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Quem era Wanessa Gonçalves

Cuidadosa e mãe de jovem autista: amiga lamenta morte de mulher atropelada em Camburi, Vitória

Segundo a amiga, Wanessa havia bebido apenas água com gás e ainda saiu da festa onde estava com um pedaço de bolo para o filho

Publicado em 30 de Agosto de 2026 às 20:04

Diná Sanchotene

Publicado em 

30 ago 2026 às 20:04
Wanessa Martha Gonçalves, de 46 anos, que morreu atropelada na madrugada deste domingo (30), na Avenida Dante Michelini, em Vitória
Wanessa Martha Gonçalves, de 46 anos, que morreu atropelada na madrugada deste domingo (30), na Avenida Dante Michelini, em Vitória Redes Sociais

“Ela era uma pessoa atenta e cuidadosa, uma pessoa que sempre se cuidava. Era luz na vida de todo mundo que a conhecia.” É assim que uma amiga, que não quis se identificar, define Wanessa Martha Gonçalves, de 46 anos, que morreu atropelada na madrugada deste domingo (30), na Avenida Dante Michelini, em Vitória.


A vítima estava em um pagode na orla da Praia de Camburi, onde comemorava o aniversário de uma amiga. Segundo a testemunha, Wanessa tinha um filho autista de 21 anos e dois cachorros. Além disso, não costumava beber.


“A gente não está entendendo o que aconteceu, e isso está sendo uma dor enorme. Agora não sabemos como vai ser”, diz a amiga.

De acordo com a Polícia Militar, o motorista contou que voltava do trabalho pela avenida quando, nas proximidades de um posto de combustíveis e de um bar, uma mulher saiu correndo para atravessar a pista fora da faixa de pedestres. 


O condutor afirmou que Wanessa entrou na frente do veículo e que não teve tempo de evitar o atropelamento. Ele permaneceu no local e foi submetido ao teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo.

As amigas chegaram ao local por volta das 20 horas. Durante toda a noite, Wanessa bebeu apenas água com gás e ainda saiu com um pedaço de bolo para o filho. A festa terminou por volta da meia-noite e elas iriam embora juntas.


A amiga de Wanessa contou ao repórter Vinícius Colini, da TV Gazeta, que a vítima tinha a curatela do filho, que precisava de cuidados. Por isso, ela não podia trabalhar.


“Nós iríamos embora juntas, mas ela disse que um amigo iria buscá-la. Ficamos na porta um tempo conversando até eu ir embora, e ela ainda ficou ali na frente. Meia hora depois, recebi a notícia do segurança do local de que a Wanessa tinha sofrido um acidente e pediram para que eu voltasse para lá”, relatou.

Ao chegar, um amigo delas contou que estava parado do outro lado da via e que Wanessa foi atravessar quando ouviram um barulho forte.


“A Wanessa estava em cima do canteiro, mas ela falava. O socorro chegou muito rápido e a levou para o hospital. Logo depois, os policiais vieram nos informar que o rapaz tinha feito o teste do bafômetro e que tinha dado negativo. Ele tinha parado, mas estava em alta velocidade, acima do permitido no local”, contou.


Os socorristas disseram à amiga que Wanessa estava consciente, conversando e comentando que sentia muita dor.

Vítima foi atropelada por um carro na Avenida Dante Michelini, em Vitória, na madrugada deste domingo (30)
Vítima foi atropelada por um carro na Avenida Dante Michelini, em Vitória, na madrugada deste domingo (30) Divulgação

“Por conta da situação, a minha amiga estava muito agitada e disseram que era preciso fazer uma tomografia. Entretanto, ela sofreu seis paradas cardíacas. Na sexta, não resistiu”, relatou.


A psicóloga Rayssa Seibert Quintanilha estava em frente ao quiosque quando aconteceu o acidente. Ela vinha de outra festa quando decidiu parar no local.


“Escutamos um estrondo muito alto e uma freada. Todos olhamos para trás e vimos uma mulher caída. Fomos até lá, mas ela estava muito machucada. Duas amigas e eu ligamos para o Samu e para a polícia. A vítima estava desacordada, mas foi retomando a consciência aos poucos e reagindo”, comentou Rayssa.

A testemunha disse que Wanessa queria se levantar e ir embora, mas as moças tentaram acalmá-la.


“Ela tinha um corte fundo no rosto e as pernas cheias de escoriações e manchas roxas. A vítima conseguia mexer as mãos e parecia ter uma lesão na coluna.”


As circunstâncias do atropelamento serão investigadas pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DDT), segundo a Polícia Civil.


Com informações de Vinícius Colini, da TV Gazeta. 

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