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Parada programada

Plataforma da Petrobras terá atividades interrompidas no ES

FPSO Capixaba, no Litoral Sul capixaba, vai ter a operação paralisada neste mês

Publicado em 06 de Novembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

06 nov 2019 às 04:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Plataforma FPSO Capixaba opera no Litoral Sul do ES Crédito: Petrobras/Divulgação
O FPSO Capixaba - afretado para a Petrobras e operado pela empresa SBM - vai passar por uma parada programada neste mês. O navio-plataforma atua no Parque das Baleias, Litoral Sul capixaba.
Esta será a quarta interrupção planejada de embarcações da Petrobras no Espírito Santo em 2019. Neste ano, foram realizadas paradas para manutenção no FPSO Cidade de Vitória (em janeiro), no FPSO Cidade de Anchieta (maio) e na plataforma de Peroá (outubro).
De acordo com a Petrobras, manutenções preventivas e corretivas, inspeções e testes são feitos regularmente, mas em alguns casos é preciso interromper a operação da plataforma.
“Para esses casos, são realizadas as paradas programadas, que possuem rigoroso processo prévio de planejamento, onde se prevê a periodicidade da parada e a sua duração, bem como o reflexo na curva de produção das unidades. Desta forma, a previsão de produção deste ano já considerou as paradas realizadas e a realizar em 2019”, informou a Petrobras sem detalhar quantos barris de petróleo e gás deixaram de ser produzidos.
O tempo que cada embarcação fica parada e passa por esse ciclo de manutenção é variável. Há situações em que a interrupção é anual ou mesmo pode ser realizada a cada três anos. Já os dias sem produzir pode variar em média de 10 a 20 dias, a depender do que precisa ser feito.
Mas mesmo que o volume menor de produção já seja contabilizado pela Petrobras, a suspensão da produção de petróleo por alguns dias acaba trazendo reflexos para a economia capixaba. Tanto é que durante apresentação dos resultados trimestrais do PIB, representantes do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) chegaram a citar as paradas programadas como um dos fatores para o desempenho ruim da indústria extrativa. E considerando que duas paradas foram programadas para o último trimestre, certamente isso pode acabar puxando o desempenho da economia para baixo.
Vale ressaltar que as consequências que citei em relação à influência sobre o PIB é apenas uma constatação e um olhar sobre  os dados que podem vir nos próximos meses. Mas sem sombra de dúvidas as paradas programadas são essenciais para garantir a operação segura das plataformas. 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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