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Saúde

Obesidade aumenta o risco de 14 tipos de câncer

Até 2025, mais de 29 mil novos casos de câncer atribuídos à obesidade e ao sobrepeso devem surgir. Sedentarismo aumenta ainda mais as chances de a doença aparecer

Publicado em 09 de Maio de 2018 às 21:17

Públicado em 

09 mai 2018 às 21:17

Colunista

Barriga, obesidade

Virgínia Altoé Sessa*

Responsável por desencadear diversas doenças, a obesidade é o segundo principal fator de risco para o câncer e perde apenas para o tabagismo. Isso porque aumenta as inflamações e a quantidade de insulina no organismo, que estimulam a multiplicação celular e o aparecimento de tumores.

Um novo estudo realizado no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em colaboração com a Universidade de Harvard (EUA), revelou que pelo menos 15 mil casos de câncer por ano, ou seja, 3,8% do total de cânceres no Brasil, poderiam ser evitados com a redução do sobrepeso e da obesidade.

A pesquisa ainda calcula que esse número deve crescer até 2025, com a estimativa de que mais de 29 mil novos casos de câncer atribuídos à obesidade e ao sobrepeso devam surgir. Quando são combinados à falta de atividade física e a uma dieta pobre em fibras e rica em carboidratos e gorduras, esse risco pode ser ainda maior.

A pesquisa ainda calcula que esse número deve crescer até 2025, com a estimativa de que mais de 29 mil novos casos de câncer atribuídos à obesidade e ao sobrepeso devam surgir

Obesidade e sobrepeso estão associados ao aumento de risco de pelo menos 14 diferentes tipos de câncer. Dentre eles, os de mama, cólon, reto, endométrio (útero) e ovário.Para se ter uma ideia da importância do controle do peso na prevenção e até no tratamento do câncer, podemos citar como exemplo o câncer de mama.

As células do tecido gorduroso produzem uma enzima chamada aromatase. Ela é responsável pela produção de estrogênio através da conversão do hormônio masculino em hormônio feminino, encarregado de alimentar a grande maioria dos cânceres de mama. Sendo assim, quanto mais célula adiposa, mais aromatase está sendo produzida, portanto mais estrogênio para alimentar o tumor.

Consumir frutas, verduras, legumes e cereais integrais que contêm nutrientes ricos em vitaminas e fibras é importante para estimular as defesas naturais do corpo e evitar a doença. Fazer atividades físicas regulares também é fundamental para evitar e combater a obesidade e, consequentemente, as doenças decorrentes dessa patologia.

*A autora é oncologista do Cecon

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