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Futuro da nação

O país do futebol pode ter uma gestão pública eficiente e inclusiva?

Mesmo tendo os recursos naturais e até mesmo tecnológicos ao seu favor, o governo poderia implementar de forma mais eficiente as políticas públicas em prol da sociedade

Publicado em 27 de Janeiro de 2020 às 04:00

Públicado em 

27 jan 2020 às 04:00

Colunista

Futebol e gestão pública Crédito: Divulgação
O Brasil é um país detentor de uma gama de diversidades naturais que favorecem o bem-estar social e o desenvolvimento de recursos tecnológicos. Mas será que mesmo tendo uma vantagem natural frente a outros países, tais recursos são implementados de forma eficiente, inclusivo, universal e igualitário?
Há inúmeras legislações no Brasil que garantem a todos os brasileiros e/ou estrangeiros o direito à vida, ao lazer, à saúde e à educação. Porém, acredita-se que mesmo tendo os recursos naturais e até mesmo tecnológicos ao seu favor, o governo poderia implementar de forma mais eficiente as políticas públicas em prol da sociedade.
A falha na aplicação de tais políticas não se deve à falta de uma norma impositiva, mas sim à carência de gestores que buscam o seu efetivo cumprimento e à conscientização do povo na valorização de tal regramento.
Atos de corrupção, expropriação do erário público, sonegação fiscal, favorecimento pessoal e nepotismo são atos enraizados na história do povo brasileiro que devem ser extirpados. A população brasileira, devido a fatos como esses, está descrente de mudanças. São atos desonrosos que acabam com a moral e ética de um ente soberano democrático, pois, como o próprio nome diz, a democracia é o controle político exercido pelo povo e tal poder deve prevalecer sobre toda e qualquer circunstância e não o contrário.
Dessa forma, o desrespeito à organização social em que o controle político é exercido pela sociedade gera uma ineficácia da gestão pública e, consequentemente, torna o país improdutivo e o priva de garantir seu espaço no cenário internacional e assegurar o seu crescimento socioeconômico.
Portanto, a conduta a ser perpetrada pelos gestores públicos que visem à melhoria da situação pelo qual se passa o país deve-se, inicialmente, primar pela voz do povo em detrimento aos anseios subjetivos e políticos, bem como investir na base educacional primária da sociedade, para que as futuras gerações repudiem qualquer ato e/ou prática antipatriota, antiética, imoral, ilegal e corrupta, buscando uma geração consciente e em constante zelo com as políticas públicas a serem implementadas, pois só assim se terá um país igualitário, justo e fraterno.
*O autor é advogado

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