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Artigo de Opinião

Administração pública

Gestão pública precisa se adaptar aos novos tempos em busca de eficiência

Eficiência significa aproveitar recursos disponíveis da melhor maneira, sejam eles materiais ou humanos

Publicado em 20 de Maio de 2019 às 18:50

Publicado em 

20 mai 2019 às 18:50
Foto:

Giselle Coelho*
Assim como toda empresa, o setor público precisa ser eficiente. Gerido com recursos dos cidadãos contribuintes, essa deve ser sua primeira obrigação. É o que demonstra qualidade, presteza e resultados positivos. Eficiência significa aproveitar os recursos disponíveis da melhor maneira possível, sejam eles materiais ou humanos. Dentro dessa concepção, é essencial ter consciência de pontos altamente relevantes, como organização de recursos, controle, transparência e, obviamente, resultados.
Para consolidar esses itens é preciso, inevitavelmente, falar de gestão. Existem vários modelos definidos de acordo com valores, crenças, filosofias e perfil da empresa ou entidade pública. A eficiência é consequência da adequação de vários fatores dentro de uma organização ao modelo que se pretende adotar.
A metodologia de gestão é a ferramenta mais importante dentro de uma empresa. Trata-se da união de normas e princípios que orientam a tomada de decisão dos gestores. É por meio dela que se estabelecem os principais planos de ação, a importância de cada etapa e dos processos internos. O modelo de gestão por resultados é uma das principais recomendações da Nova Gestão Pública que hoje chamo de 4.0.
Trabalhar com esse foco requer um planejamento estratégico, que traz pontos fortes, fracos, valores, missão, visão e outros itens que esmiúçam toda a estrutura do órgão. Uma das ferramentas que possui muitas aplicações no setor público é o Balanced Scorecard, ou BSC, metodologia de medição e gestão de desempenho.
Entre as categorias ligadas a esse tipo de ferramenta destaco a que trata de estruturas e processos. Nela, há uma descentralização de tomada de decisões, assim como diminuição de níveis hierárquicos, simplificação da regulamentação de pessoal, incentivos que vão ao encontro do desempenho dos servidores, entre outros. É um repensar completo da área pública.
Dentro desse cenário, é possível, então, desenvolver várias linhas de ação que visam a chegar ao objetivo maior: o resultado. Traduzindo para o prático, no judiciário pode-se pensar em ações como, mutirões para acelerar julgamentos e atitudes que gerem economia de recursos materiais. Também está incluído aqui, sem sombra de dúvidas, o recurso humano, sem o qual nada acontece. Lidar com a gestão de pessoas e sua melhoria contínua, bem como em novas ideias de serviços ou a revisão de processos são estratégias essenciais.
Órgãos públicos apresentam uma demanda esmagadora, especialmente o Judiciário. Logo, é necessário alinhamento dentro dos órgãos e definição de prioridades. Esse é um ponto crítico na obtenção de bons frutos. Existem milhões de processos em tramitação, e, infelizmente, uma porcentagem cada vez maior de demandas ainda não julgadas. Faz-se cada vez mais urgente estabelecer um novo modelo de gestão, mas, acima disso, é necessário gerenciá-lo e conduzi-lo para o sucesso no alcance do objetivo.
*A autora é gerente de Projetos e consultora em Relações Governamentais
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