No dia 7 de março, possivelmente na Assembleia Legislativa, o partido Republicanos pretende realizar um grande encontro estadual, com lançamento de pré-candidaturas do partido a prefeitos e vereadores em todo o Estado. Na ocasião, o deputado federal Amaro Neto anunciará publicamente a decisão que tomou, ou seja, o que fará nas eleições deste ano. “Ele pode ser tudo, inclusive nada”, despista um aliado de Amaro.
Para o evento, a direção estadual do Republicanos (ex-PRB) quer trazer grandes figuras nacionais do partido, como o deputado federal e ex-ministro da Indústria Marcos Pereira (SP), presidente nacional da legenda, e o também deputado federal Celso Russomanno (SP), apresentador de TV com perfil semelhante ao de Amaro.
A depender da confirmação desses convidados, o encontro estadual pode até ser um pouco adiado. De todo modo, ainda que o anúncio não seja feito no encontro, 7 de março é a data-limite estabelecida por Amaro e seus articuladores para ele anunciar sua decisão ao mercado político.
Na mesa de Amaro, hoje, há quatro opções (com preferência não declarada, mas notória, pela primeira):
a) ser candidato a prefeito de Vitória
b) ser candidato a prefeito da Serra
c) ser candidato a prefeito de Vila Velha
d) não ser candidato a nada
Por meio da executiva nacional do Republicanos, Amaro encomendou pesquisas qualitativas e quantitativas sobre o cenário eleitoral em três municípios: Vitória, Serra e Vila Velha.
Amaro também pretende ser um player no processo eleitoral de Cariacica, mas o município foi descartado de cara de seus planos de candidatura por ser considerado quase “ingovernável” (queimação de filme na certa). Quem quer que seja o próximo prefeito da cidade, herdará muitas dificuldades administrativas e econômicas – a decisão de Helder Salomão (PT) de não concorrer, inclusive, certamente passou por isso. Já na Serra e em Vila Velha, para o grupo de Amaro, isso não se aplica.
POR QUE FAZER O ANÚNCIO ATÉ ESSA DATA?
Com o ex-governador Paulo Hartung – de quem foi aliado e por pouco não se tornou secretário de Esportes no governo passado –, Amaro aprendeu a jogar com o tempo político, isto é, usar a seu favor o calendário eleitoral, deixando para anunciar sua decisão só no limite dos prazos legais. Por isso, até agora, está escondendo o jogo sobre candidatura.
Mas por que então fazer esse anúncio agora, no início de março, se pode deixar para fazer isso até o início de agosto? Resposta: formação de chapas de vereadores por todo o Estado, atração de candidatos a prefeito em outros municípios, definição de outras candidaturas e da política de alianças do Republicanos em outros municípios fortes.
Em 4 de abril, temos outro marco importante no calendário eleitoral: a data marca o fim do prazo para a filiação de quem quiser se candidatar a qualquer cargo nas eleições de outubro. Hoje, Amaro está “retendo” os movimentos de muitos outros pré-candidatos. Há uma legião em compasso de espera, para definir a própria vida, em função do que Amaro vai fazer.
Para exemplificar: o deputado federal Sérgio Vidigal só deve ser candidato novamente a prefeito da Serra se Amaro for candidato a prefeito de Vitória. Nesse caso, o PDT de Vidigal pode até apoiar a candidatura do apresentador de TV na Capital.