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Educação

No Brasil, mal se cuida de instruir e educar virou coisa do passado

Nos últimos anos, só se cuida de instruir. A educação foi abandonada. Aqui, quando se fala em educação, só se pensa em instrução. Não seria o caso do retorno da educação aos bancos escolares?

Publicado em 28 de Janeiro de 2020 às 04:00

Públicado em 

28 jan 2020 às 04:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

Sala de aula de alunos da educação infantil Crédito: Nicole Honeywill Sincerely /Unsplash
Cinco séculos antes de Cristo, Pitágoras sabiamente sentenciou: “Eduquem as crianças para que não seja necessário castigar os adultos”.
No Brasil, infelizmente, o ensinamento do célebre filósofo grego foi menosprezado. Nestas últimas décadas, só se cuida de instruir. A educação, na verdadeira acepção da palavra, foi abandonada. Aqui, quando se fala em educação, só se pensa em instrução.
O desenvolvimento econômico e social de uma nação – isso já foi inteiramente provado – está subordinado a dois requisitos essenciais: educação e instrução. E vale ressaltar: são coisas muito distintas – mas que não devem ser dissociadas.
A primeira trata do desenvolvimento do cidadão nos seus aspectos intelectual, moral e cívico, da formação do caráter, do respeito ao próximo e das relações entre as pessoas na sociedade. A segunda cuida de instruí-lo nos diversos campos do conhecimento humano, preparando-o profissionalmente para se tornar útil e produtivo.
A educação, até nos anos 70, era ministrada juntamente com a instrução; haja vista que muitas escolas eram denominadas “educandários”. Não que lhes coubesse inteiramente o papel de educar; mas, ao lado da chamada “educação de berço”, a cargo dos pais, cabia, tanto ao Estado como ao ensino privado, a missão de suplementá-la. Especialmente, nas questões pertinentes à cidadania e a vida na sociedade.
A Coreia do Sul – país subdesenvolvido nos anos 60, pobre e fragilizado por uma guerra que durou três anos – teve o seu desenvolvimento econômico e social alcançado através de um revolucionário projeto educacional, focado na educação básica, na disciplina e na valorização do professor. Em menos de 40 anos, erradicou o analfabetismo e se tornou uma potência econômica.
Com o advento da constituição de 1988, que maximizou os direitos e minimizou as obrigações, criou-se no país um clima de excessiva liberalidade e afrouxamento na educação. As salas de aula se tornaram plateias cativas para doutrinação de preceitos ideológicos da esquerda em detrimento dos ensinamentos educacionais.
E o que vemos hoje depois de tantos anos com a educação menosprezada? Um vertiginoso crescimento do número de pessoas mal educadas: nas escolas e faculdades, no trânsito, nos condomínios, nos banheiros públicos, nos estacionamentos etc. Inclusive, pessoas bem instruídas, mas inteiramente desprovidas de educação.
Pensando nas novas gerações – neste quadro político favorável à reformas –, não seria o caso do retorno da educação aos bancos escolares?

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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