A empresa capixaba do setor de rochas ornamentais Gramazini adquiriu uma fábrica de pedra natural em Commerce, no Texas. Será a primeira companhia brasileira com uma operação nos Estados Unidos de processamento e entrega. Com a aquisição, esta é a terceira unidade do grupo. As outras duas são em Cachoeiro de Itapemirim e Barra de São Francisco, ambas no Espírito Santo.
Inicialmente, a ideia é que as rochas utilizadas na fábrica do Texas sejam importadas do Brasil. O foco da produção será o mercado americano. Além da compra da indústria no Texas, uma segunda planta nos Estados Unidos está no radar da empresa para ser adquirida ainda em 2020, conforme revelou à coluna o empresário Jhonatan Thomazini. Ele, entretanto, "por questões estratégicas" não deu detalhes do negócio, como localização e qual fábrica será comprada.
"Como temos uma grande demanda, esses negócios vão nos ajudar a ter uma melhor logística e a entregar o melhor produto e serviço com um custo mais acessível e de forma mais rápida para o cliente americano"
A empresa - que está no mercado desde 1992 e tem 650 funcionários - prevê investir de US$ 25 milhões a US$ 35 milhões em 2020.
Atualmente, a Gramazini conta com jazidas distribuídas pelo Brasil, com pedreiras no Espírito Santo, Ceará, Bahia e Minas Gerais. A empresa tem atuação mundial e exporta principalmente para Estados Unidos, Canadá, países da América Central e América do Sul, além de China, Índia, Rússia e Inglaterra.
PERFIL
- Nome: Jhonatan Thomazini
- Empresa: Gramazini
- No mercado: Desde 1992
- Negócio: Mineração, beneficiamento de rocha natural e revestimento
- Atuação: Mundial
- Funcionários: 650
JOGO RÁPIDO COM QUEM FAZ A ECONOMIA GIRAR
Economia:
Mínima intervenção política, atrai empresas externas e gera competição entre as empresas. Feiras, como a Vitória Stone Fair que vamos participar, são importantes para isso.
Pedra no sapato:
Quando se tem objetivo e perseverança, ofuscamos a dificuldade e focamos na solução. Quem quer faz, quem não quer arruma desculpa. Porém, sem embaraço na legislação trabalhista, burocracia ao inovar e introduzir novas tecnologias, iríamos caminhar a passos largos.
Tenho vontade de fechar as portas quando:
Nunca. Sempre pensei em crescer e prosperar!
Solto fogos quando:
Vejo cada colaborar com sentimento de dono executando a autorresponsabilidade, consequentemente o crescimento do colaborador dentro da empresa.
Se pudesse mudar algo no meu setor, mudaria...:
Investiria na base da pirâmide, educação, treinamento e instrução. Criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento voltado para o mercado e mais interação entre universidades e empresas.
Minha empresa precisa evoluir em:
Otimização dos recursos escassos, disponibilizando a beleza única da natureza a todos. Fazer mais com menos.
Se começasse um novo negócio seria...:
Aceitaria qualquer desafio de um novo negócio sustentável, acessível a todos, transformador e único.
Futuro:
Quem realmente conhece as potências mundiais pode afirmar que o Brasil tem uma oportunidade extraordinária, extensão territorial, recursos minerais, clima... Para elevar o Brasil ao topo não precisamos inventar ou iniciar do zero, podemos colher o melhor de cada país e executar!
Uma pessoa no mundo dos negócios que admiro:
John L. Thomazini, meu irmão e inspirador.