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Clima de tensão

Venezuela acusa Brasil de estar por trás de ataque a base militar

O ministro da Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, acusou o Brasil de estar por trás de um ataque a uma base militar no sul do país, que deixou um morto e um ferido

Publicado em 22 de Dezembro de 2019 às 23:03

Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 dez 2019 às 23:03
Fronteira entre o Brasil e Venezuela Crédito: Emily Costa/G1 RR
O ministro da Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, acusou o Brasil de estar por trás de um ataque a uma base militar no sul do país, que deixou um morto e um ferido. Pelo Twitter, Rodríguez disse que os "criminosos foram treinados em acampamentos paramilitares plenamente identificados na Colômbia, e receberam a colaboração ardilosa do governo de Jair Bolsonaro".
O destacamento das Forças Armadas venezuelanas no sul do país foi invadido na madrugada deste domingo (22), por um grupo de 12 indígenas liderados por um oficial desertor das Forças Armadas.
Segundo o ministério da Defesa da Venezuela, os autores do ataque são setores extremistas da oposição, apoiados pelo Brasil. Ainda segundo o ministério, os invasores levaram um lote de armas e um caminhão da base, que fica em Gran Sabana, estado de Bolívar, na fronteira com o Brasil.   
De lá, atacaram duas delegacias policiais, onde roubaram mais armas. Na cidade de Luepa, houve confrontos envolvendo civis e militares, e o soldado morreu. O governo afirmou que seis pessoas foram detidas e que algumas armas foram recuperadas: 83 fuzis AK-103, 60 granadas e seis caixas de munição. O Itamaraty não se pronunciou.
"Neste ataque terrorista morreu um integrante da tropa do Exército", disse pelo Twitter o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, sem dar detalhes. Segundo ele, após o ataque, várias unidades militares e policiais começaram a perseguir os invasores e conseguiram recuperar as armas.
Padrino afirmou que os detidos estão fornecendo "informações de interesse criminal" e que as forças de segurança do Estado estão atrás dos outros agressores. De acordo com o portal digital El Pitazo, os assaltantes, apoiados por um grupo de indígenas, levaram mais de 100 fuzis.
Em 14 de dezembro, o governo Maduro acusou dois parlamentares de planejar um golpe contra o ditador Nicolás Maduro, com suposta cumplicidade do líder oposicionista Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países.
Segundo Rodríguez, o plano, que incluía invadir dois quarteis no estado de Sucre, era parte de uma suposta conspiração cujo objetivo era tomar outros destacamentos em Caracas e outras regiões.
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