Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Mundo
  • UE lança nova política e fala em cobrar compromisso ambiental do Mercosul
Política comercial

UE lança nova política e fala em cobrar compromisso ambiental do Mercosul

Para ser implementado, o acordo precisa passar por unanimidade no Conselho Europeu (que reúne os líderes dos 27 membros) e ser aprovado pelo Parlamento Europeu

Publicado em 18 de Fevereiro de 2021 às 16:38

Agência FolhaPress

Publicado em 

18 fev 2021 às 16:38
Bandeira da União Europeia
Bandeira da União Europeia Crédito: Image Source/Folhapress
O documento que apresenta a nova política comercial da União Europeia, apresentado nesta quinta (18), faz menção explícita ao acordo entre o bloco e o Mercosul, travado desde 2019 por causa da alta do desmatamento na Amazônia.
"No caso do Mercosul, está em curso um diálogo para o aprofundamento da cooperação na dimensão de desenvolvimento sustentável do acordo, abordando a implementação do Acordo de Paris e desmatamento em particular", diz o texto divulgado.
As negociações entre os blocos, iniciadas em 1999, chegaram a um acordo 20 anos depois, mas, desde então, o texto está em revisão jurídica. Governos e Parlamentos de países como França, Áustria e Holanda dizem que não vão aprová-lo porque incentivar a exportação do agronegócio brasileiro implica aumentar o desmatamento da Amazônia.
Ao apresentar a nova política, o comissário responsável por Comércio na UE, Valdis Dombrovskis, disse que a Comissão Europeia continua engajada na ratificação do acordo e que tem se reunido com governos dos quatro países do Mercosul -Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai-, à procura de garantias com a sustentabilidade que aplaquem as preocupações dos membros da UE.
Para ser implementado, o acordo precisa passar por unanimidade no Conselho Europeu (que reúne os líderes dos 27 membros) e ser aprovado pelo Parlamento Europeu -onde também há forte oposição à associação.
"O Parlamento não tem nenhuma intenção de passar um cheque em branco ao Brasil sobre a Amazônia", disse em entrevista à Folha o presidente da Comissão de Ambiente, Pascal Canfin.
Mercado importante para as exportações industriais europeias, o Brasil é um potencial parceiro comercial cobiçado, mas, na gestão do presidente Jair Bolsonaro ele entrou em rota de colisão com a condição que está "no coração da política comercial" europeia, segundo o texto divulgado hoje: a proteção ambiental.
O texto acordado entre o blocos é considerado até ousado nessa área, na visão de diplomatas e especialistas em comérico. O Acordo de Paris foi incluído como obrigação essencial e os países se comprometem a fazer monitoramento ambiental. O problema, dizem os críticos, é que não há há previsão de sanções se as metas forem desrespeitadas.
Negociadores envolvidos na discussão sobre o acordo UE-Mercosul dizem que a Comissão deve tentar firmar com os parceiros sul-americanos um "instrumento comum interpretativo", em que todos reafirmam compromissos com pontos politicamente sensíveis -estratégia semelhante foi adotada no caso do Ceta (acordo com o Canadá).
Para a Comissão, é importante aplacar as críticas e fazer avançar o acordo, porque o comércio internacional é visto como um dos principais motores de crescimento da economia europeia nos próximos anos. A estimativa é que, na próxima década, 85% do crescimento global ocorrerá fora da Europa.
Líder global em comércio, o bloco tem hoje 46 acordos com 78 parceiros. Em 2019 (dados mais recentes), exportou 3,1 trilhões de euros (cerca de R$ 20,21 tri) em bens e serviços e importou 2,8 trilhões de euros (R$ 18,26 tri). O comércio responde por 43% do PIB da UE.
"A melhor forma de garantir a prosperidade da UE é continuar a negociar com os nossos parceiros globais, em vez de se voltar para dentro. Na verdade, precisamos abrir o comércio mais do que nunca para apoiar nossa recuperação da pandemia Covid-19", afirma a Comissão, que resumiu sua nova política em três palavras: abertura, sustentabilidade e assertividade.
Se resolver a equação da sustentabilidade, restará saber ainda qual será na prática o peso do terceiro rótulo, "assertividade". Ou seja, qual será a capacidade concreta da União Europeia de impor cláusulas ambientais, fiscalizar seu cumprimento e punir deslizes.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Ricardo Ferraço e Sérgio Vidigal
Por que Vidigal voltou a ser considerado de verdade para vice de Ricardo?
Oportunidades para eletricistas nas agências do Sine
EDP abre vagas em cursos de graça para formação de eletricistas em Linhares
Carta da Marinha do Brasil com a previsão de chuvas desta quarta-feira (29); meteorologistas apontam atuação conjunta de frente fria, baixa pressão e corredor de umidade
El Niño é um dos causadores do vendaval, mas não o único fator, dizem meteorologistas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados