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Nos Estados Unidos

Trump obriga servidores a delatar colegas por ações de diversidade em até 10 dias

"Esses programas dividem os americanos por raça, gastam dinheiro do contribuinte e resultam em discriminação vergonhosa", diz o texto

Publicado em 23 de Janeiro de 2025 às 09:36

Agência FolhaPress

Publicado em 

23 jan 2025 às 09:36
O presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump
O presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump Crédito: RICK SCUTERI/AP
O governo Donald Trump emitiu um comunicado nesta quarta-feira a todos os servidores federais dos Estados Unidos dando um prazo de 10 dias para denunciarem colegas que se recusem a encerrar programas de diversidade.
Essas iniciativas, que têm o objetivo de incentivar maior inclusão no ambiente de trabalho e contratação de minorias, viraram alvo preferencial de apoiadores de Trump durante a campanha eleitoral -principalmente aquelas que estimulavam maior diversidade racial e étnica no corpo de funcionários de empresas e agências governamentais.
O Escritório de Gestão de Pessoas, órgão do governo federal americano que enviou o comunicado, ameaçou funcionários que percam o prazo de "consequências adversas". "Tentativas de disfarçar programas de diversidade utilizando linguagem imprecisa ou cifrada não serão toleradas", afirmou o comunicado.
"Esses programas dividem os americanos por raça, gastam dinheiro do contribuinte e resultam em discriminação vergonhosa", diz o texto, dando a entender que pessoas brancas seriam discriminadas em iniciativas que promovem a contratação de minorias.
Na terça (21), Trump já havia assinado um decreto acabando com ações afirmativas no governo federal e afastando todos os funcionários contratados em programas de diversidade, abrindo caminho para demissões. O presidente também chamou as iniciativas de discriminatórias e falou em restaurar a contratação "baseada no mérito".
Os programas, conhecidos pela sigla DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão), foram alvo de Trump já no discurso de posse, na segunda (20). O republicano disse que lutaria contra tentativas de "fazer engenharia social e incluir raça e gênero em todas as facetas da vida pública e privada. Forjaremos uma sociedade que não vê cor e é baseada no mérito".

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