Publicado em 22 de janeiro de 2025 às 16:20
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz na quarta-feira (22/01) que a Rússia enfrentará "altos níveis de taxas, tarifas e sanções" se o presidente Vladimir Putin não acabar com a guerra na Ucrânia.>
Trump começa a publicação, em sua plataforma Truth Social, expressando seu "amor" pelo povo russo e seu "bom relacionamento" com Putin, e então emite um aviso direto para "PARAR esta guerra ridícula!">
"SÓ VAI PIORAR. Se não fizermos um 'acordo', e logo, não tenho outra escolha a não ser impor altos níveis de taxas, tarifas e sanções em qualquer coisa que esteja sendo vendida pela Rússia aos Estados Unidos e vários outros países.">
"É hora de 'FAZER UM ACORDO'. VIDAS NÃO DEVEM MAIS SER PERDIDAS", Trump acrescenta em trecho do texto escrito em letras maiúsculas.>
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A Rússia já é o país sob o maior volume de sanções no mundo, e há muito poucas entidades ou setores-chave que ainda não estão sujeitos às restrições dos Estados Unidos e da Europa.>
Os bancos russos e as empresas militares-industriais se adaptaram e desenvolveram soluções alternativas para escapar das sanções existentes.>
"Vamos acabar com essa guerra, que nunca teria começado se eu fosse presidente! Podemos fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil - e o jeito fácil é sempre melhor", concluiu o presidente americano em sua publicação.>
Durante sua campanha, Trump disse repetidamente que poderia acabar com a guerra "em um dia", mas nunca elaborou como isso poderia acontecer.>
Putin parabenizou Donald Trump por sua vitória eleitoral, afirmando que o republicano é um "homem corajoso".>
Em um evento na cidade russa de Sochi, o presidente russo disse que Trump foi "perseguido por todos os lados" durante seu primeiro mandato na Casa Branca.>
Putin também disse que a alegação de Trump de que ele pode ajudar a acabar com a guerra na Ucrânia "merece atenção, pelo menos".>
O Kremlin foi amplamente acusado de interferir na eleição presidencial de 2016 para impulsionar a campanha de Donald Trump contra Hilary Clinton - alegações que foram rejeitadas por Moscou.>
Em novembro, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que teve uma "conversa muito calorosa" e "produtiva" com o então presidente eleito Trump.>
"Mas temos que fazer de tudo para garantir que os resultados da nossa interação entre a Ucrânia e a América, toda a Europa e a América, sejam produtivos e positivos", acrescentou.>
Muitos na Ucrânia e na Europa estão preocupados que Trump possa desacelerar, se não interromper, o fluxo de ajuda militar americana para Kiev ao assumir o poder em janeiro.>
Em 21 de dezembro, foi noticiado que Trump continuaria a fornecer ajuda militar à Ucrânia, mas exigiria que os membros da Otan aumentassem drasticamente seus gastos com defesa.>
Os aliados de Kiev também continuaram a aumentar as sanções contra Moscou, na esperança de que a economia russa dos tempos de guerra, que se mostrou obstinadamente resistente, possa finalmente quebrar.>
"Houve uma profunda frustração pelo fato de as sanções não terem simplesmente destruído a economia russa de forma irreparável", disse uma fonte do Congresso dos EUA, sob condição de anonimato.>
Depois de várias rodadas de sanções (quinze somente da UE), os funcionários do governo ficaram cautelosos quanto à previsão de seu impacto bem-sucedido.>
Mas os indicadores recentes são cada vez mais alarmantes para o Kremlin. Com taxas de juros de 23%, inflação acima de 9%, queda do rublo e expectativa de desaceleração drástica do crescimento em 2025, as pressões sobre a economia russa raramente pareceram mais agudas.>
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