Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 21:36
WASHINGTON - O presidente Donald Trump disse nesta segunda-feira (5), em entrevista à NBC News, que os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela.>
"Não, não estamos (em guerra)", disse Trump. "Estamos em guerra com quem vende drogas. Estamos em guerra com quem esvazia suas prisões em nosso país, com seus viciados em drogas e com seus hospitais psiquiátricos", afirmou.>
Questionado sobre os rumos políticos após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro, o presidente descartou a possibilidade de a Venezuela passar por uma nova eleição em 30 dias.>
"Primeiro precisamos consertar o país. Não dá para ter eleição. Não há a menor chance de as pessoas sequer votarem", disse Trump sobre a possibilidade de uma votação no próximo mês.>
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"Não, vai levar um tempo. Precisamos... precisamos cuidar para que o país se recupere.">
Durante os 20 minutos de entrevista, Trump afirmou que os EUA podem subsidiar um esforço das empresas petrolíferas para reconstruir a infraestrutura energética do país. Projeto que, segundo ele, levaria menos de 18 meses.>
"Acho que podemos fazer isso em menos tempo, mas vai custar muito dinheiro", disse ele. "Uma quantia enorme terá que ser gasta, e as companhias petrolíferas vão gastar, e depois serão reembolsadas por nós ou através da receita.">
O presidente ainda destacou o grupo de autoridades americanas – o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e o vice-presidente, JD Vance –, que irá supervisionar o envolvimento dos Estados Unidos na Venezuela.>
"É um grupo que abrange tudo. Eles têm conhecimentos diversos, conhecimentos diferentes", disse ele. Entretanto, ao ser indagado quem estaria no comando final, ele respondeu: "Eu".>
Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Nicolás Maduro, tomou posse como presidente interina da Venezuela no edifício do Parlamento do país. A líder foi empossada por seu irmão, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. A parceria dos dois, que agora encabeçam o poder Executivo e Legislativo venezuelano, deve ditar a transição de poder no país.>
Embora tenha declarado que pretende trabalhar com a administração Trump, Delcy criticou em seu discurso os ataques promovidos pelos Estados Unidos no último sábado (3), em uma ação militar que terminou com a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores.>
"Venho com tristeza pelo sofrimento infligido ao povo venezuelano após uma agressão militar ilegítima contra a nossa pátria", disse ela, com a mão direita erguida. Delcy tratou a prisão do casal como um "sequestro" e chamou ainda Maduro e Flores de heróis.>
Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina da Venezuela, afirmou que seu principal objetivo seria trazer Maduro de volta ao poder, a quem chamou de "irmão" e presidente, e elogiou os "heróis" mortos no ataque americano de sábado. Ele pediu união e diálogo com a oposição, acrescentando: "Unidos, venceremos".>
Já o filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, prometeu seu apoio incondicional a Delcy Rodríguez. "Conte comigo, conte com a minha família e conte com a nossa firmeza em dar os passos certos nesta responsabilidade que lhe foi confiada hoje." Com a voz embargada, dirigiu-se ao pai: "A pátria está em boas mãos, pai, e em breve nos abraçaremos aqui na Venezuela.">
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