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Saúde

OMS diz que será preciso alterar estilo de vida até o fim da pandemia

Diretor do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou que as medidas serão necessárias até o ponto de termos uma vacina e tratamentos

Publicado em 08 de Maio de 2020 às 14:51

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 mai 2020 às 14:51
Mulher com máscara para se proteger do coronavírus em casa; lockdown, isolamento, confinamento
Mulher com máscara para se proteger do coronavírus em casa; lockdown, isolamento, confinamento Crédito: Freepik
O diretor do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou nesta sexta-feira, 8, que há um caminho para o fim da pandemia, mas que é preciso continuar vigilante e adotar mudanças no modo de viver até lá. As declarações foram dadas no dia em que se completam 40 anos da erradicação da varíola - uma das doenças mais mortais da humanidade - e as autoridades da OMS lembraram que a atuação conjunta dos países na época deve servir de exemplo na luta contra a covid-19.
"Precisaremos ter alterações significativas no nosso estilo de vida até o ponto de termos uma vacina e tratamentos. E isso não é de todo ruim", afirmou Ryan, lembrando que a atual situação deve continuar por algum tempo. "Vimos benefícios para o meio ambiente e para a nossa conexão com outras pessoas. É um grande desafio, mas alguns países que saem do 'lockdown' podem oferecer esperança para outros".
Ryan comentou que é preciso que os países tenham solidariedade, transfiram recursos materiais e ajudem uns aos outros. "Com solidariedade vamos vencer essa batalha, ninguém está a salvo enquanto todos não estiverem salvos", disse, enfatizando a necessidade de reforçar os sistemas de saúde pública.
As autoridades da OMS destacaram o trabalho coordenado da entidade e dos países-membos para erradicar a varíola, a primeira e única doença humana a ser erradicada globalmente. Ela existiu por mais de 3 mil anos e matou 300 milhões de pessoas apenas no século 20.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, lembrou que essa história, a maior vitória da saúde pública do mundo, deve inspirar na luta contra a pandemia do coronavírus, que já contaminou mais de 3,8 milhões de pessoas e causou 271 mil mortes.
Ele lembrou que o principal fator responsável para erradicar a varíola não foi apenas uma vacina, mas sim a solidariedade que permitiu sua distribuição e aplicação nos anos 1960 e 1970. Na época, durante a Guerra Fria, União Soviética e Estados Unidos se uniram para combater o vírus. "Eles reconheceram que o vírus não respeita fronteiras nem ideologias. Essa mesma solidariedade, construída na unidade nacional, é necessária agora mais do que nunca para combater a covid-19", disse.
A OMS também reafirmou os objetivos estratégicos de seu plano de resposta à covid-19: mobilizar todos os setores e comunidades, controlar casos esporádicos e de grupos, isolando-os rapidamente, acabar com a transmissão comunitária com prevenção, controle de infecções e distanciamento físico, reduzir a mortalidade e desenvolver vacinas e medicamentos seguros e eficazes.

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