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Covid-19

Empresa farmacêutica relata 'dados positivos' de vacina contra coronavírus

Em comunicado, a empresa farmacêutica norte-americana relatou 'dados positivos' em testes iniciais com 45 pessoas

Publicado em 18 de Maio de 2020 às 11:29

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 mai 2020 às 11:29
Cientista estuda vacina para o novo coronavírus
Cientista estuda vacina para o novo coronavírus Crédito: Chokniti Khongchum/ Pexels
A empresa de biotecnologia e da área farmacêutica Moderna anunciou nesta segunda-feira (18) que testes preliminares de uma vacina para o novo coronavírus tiveram resultados positivos. De acordo com a empresa americana, a primeira vacina contra o novo vírus testada em pessoas parece ser segura e capaz de estimular uma resposta imunológica. Os resultados são baseados na reação das oito primeiras pessoas que receberam, cada uma, duas doses da vacina, a partir de março. As informações são do O Estado de São Paulo
Os voluntários saudáveis produziram anticorpos que foram testados em células humanas no laboratório e foram capazes de impedir a replicação do vírus. Esse é o principal requisito para uma vacina eficaz. Os níveis dos chamados anticorpos neutralizantes correspondiam aos encontrados em pacientes que se recuperaram após contrair o vírus na comunidade.
O resultado envolve um número pequeno de pacientes mas a previsão é de a empresa realize novos testes em julho que podem envolver 600 pessoas. A Food and Drug Administration (FDA), órgão equivalente à Anvisa no Brasil, já autorizou a segunda fase dos testes. 
Caso os testes da segunda fase sejam bem-sucedidos, Tal Zaks, diretor médico da Moderna, afirma que uma vacina poderá ficar disponível para uso generalizado até o fim deste ano ou no início de 2021.
O estudo clínico é realizado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, onde o governo investiu US$ 500 milhões de dólares para essa potencial vacina. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que aguarda a descoberta de uma vacina até o final do ano.

REAÇÕES ADVERSAS

Três dosagens da vacina foram testadas: baixa, média e alta. Os resultados informados nesta segunda-feira (18) são relativos às doses baixa e média. A única reação adversa foram sensação de dor muscular nos braços e vermelhidão, em um voluntário. A dose alta está sendo eliminada de estudos futuros porque as mais baixas parecem funcionar tão bem que ela não é necessária.
Ainda não há tratamento ou vacina comprovada contra o coronavírus no momento. Dezenas de empresas nos Estados Unidos, Europa e China estão correndo para produzir vacinas a partir dos mais variados métodos. Alguns usam a mesma tecnologia adotada pela Moderna, que envolve um segmento de material genético do vírus, chamado RNA mensageiro, ou mRNA. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que aguarda a descoberta de uma vacina até o final do ano.

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