Publicado em 21 de outubro de 2024 às 20:57
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma conversa por telefone na manhã desta terça-feira (22) com o homólogo russo, Vladimir Putin.>
A conversa, que entrou oficialmente na agenda do presidente, vai acontecer após Lula ter cancelado em cima da hora a sua viagem a Kazan, na Rússia, por ter sofrido um acidente doméstico, caindo no banheiro e batendo a cabeça. Sua equipe médica recomendou evitar voos longos.>
Lula embarcaria para Kazan na noite de domingo (20) para participar da cúpula de chefes de Estado do Brics, bloco que reunia originalmente Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul e que recentemente foi expandido.>
Na noite anterior, porém, o presidente caiu no banheiro, bateu a cabeça e precisou levar pontos. Lula sofreu uma pequena hemorragia e por isso teve sua viagem desaconselhada. A Presidência da República informou na ocasião que ele participaria da cúpula por videoconferência.>
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Nesta segunda-feira (21), Lula chamou o seu acidente doméstico de grave, mas disse que ele não afetou a parte mais delicada da cabeça. Ele afirmou ainda que a equipe médica precisa de três a quatro dias para saber o "estrago que fez a batida".>
Além da participação na cúpula, essa seria a primeira oportunidade em que Lula se reuniria com Vladimir Putin desde o início do seu terceiro mandato, em janeiro de 2023.>
O telefonema acontecerá por volta de 9h30, segundo a agenda do presidente. De acordo com um interlocutor no Palácio do Planalto, Lula vai usar a conversa para justificar a sua ausência na cúpula do Brics e também reafirmar o seu compromisso com o bloco e com a busca pela paz no Leste Europeu.>
Brasil e China elaboraram uma proposta de paz para encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia que consiste em seis pontos, entre os quais a realização de uma conferência internacional "que seja reconhecida tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia, com participação igualitária de todas as partes relevantes".>
A proposta também engloba a rejeição ao uso de armas de destruição em massa e aos ataques contra usinas nucleares -e rechaça a "divisão do mundo em grupos políticos ou econômicos isolados".>
Os termos do documento, no entanto, foram rejeitados pelo presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski — que chamou a proposta de destrutiva — e por aliados de Kiev no Ocidente. Em linhas gerais, estes consideram que a abordagem sino-brasileira premia a Rússia e autorizaria o governo de Vladimir Putin a anexar territórios ocupados.>
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