Publicado em 17 de janeiro de 2025 às 09:36
O primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu afirmou que um acordo para devolver reféns mantidos pelo grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza foi alcançado e convocou uma reunião de seu gabinete de segurança para aprová-lo nesta sexta-feira, 17.>
Embora o Catar e os Estados Unidos já tivessem anunciado na quarta-feira, 15, o acordo, o gabinete de Netanyahu indicou que os "detalhes finais" ainda estavam sendo finalizados. O governo israelense havia afirmado que "houve problemas de última hora" nas negociações.>
Mesmo assim, o acordo ainda precisa ser formalmente ratificado pelo gabinete israelense. A declaração de Netanyahu pareceu abrir caminho para a aprovação do acordo, que pausaria os combates na Faixa de Gaza e veria dezenas de reféns mantidos por terroristas em Gaza libertados em troca de prisioneiros palestinos mantidos por Israel.>
Também permitiria que centenas de milhares de palestinos deslocados retornassem aos restos de suas casas em Gaza.>
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Mais cedo nesta quinta-feira, 16, o gabinete de Netanyahu havia acusado o Hamas de renegar partes do acordo na tentativa de obter mais concessões - sem especificar quais partes.>
"O Hamas está recuando dos entendimentos e criando uma crise de última hora que impede um acordo", disse o gabinete de Netanyahu.>
O Hamas negou as alegações, com Izzat al-Rishq, um alto funcionário do Hamas, dizendo que o grupo militante "está comprometido com o acordo de cessar-fogo, que foi anunciado pelos mediadores".>
Após adiar a votação, Netanyahu disse que reunirá seu gabinete de segurança nesta sexta-feira, 17, e depois o governo para aprovar o acordo. Ataques aéreos israelenses, enquanto isso, mataram pelo menos 72 pessoas no território devastado pela guerra.>
O primeiro-ministro israelense enfrenta grande pressão interna para trazer de volta os reféns, cujas famílias imploraram a Netanyahu para priorizar a libertação de seus entes queridos.>
Por outro lado, há a pressão interna de sua coalizão, com membros da extrema direita ameaçando renunciar caso o texto fosse aprovado. (Com agências internacionais).>
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